Ed Carlos Rocha

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Antes mesmo de assumir oficialmente o clube, a atual diretoria do Coritiba propagava que algumas mudanças aconteceriam na administração do alviverde. Uma delas seria em relação às contratações. Um tanto quanto críticos ao que aconteceu nos últimos dois anos, período em que a diretoria passada contratou cerca de 70 atletas, sendo que poucos realmente foram aproveitados, o presidente João Jacob Mehl e o vice de futebol, João Carlos Gomes Vialle, afirmaram que a política de contratação privilegiaria a qualidade e não a quantidade.
Os diretores do alviverde disseram que seis jogadores seriam contratados, sendo que quatro deles de times que estavam disputando as finais do Campeonato Brasileiro (Vasco, Flamengo, Portuguesa, Juventude, Palmeiras, Santos, Inter e Atlético Mineiro). No entanto, até agora 13 jogadores já chegaram ao Alto da Glória e apenas um - João Santos, ex-Santos - estava nas finais do Brasileiro.
O atual time do Coritiba tem jogadores, pelo menos no papel, melhores do que boa parte dos reforços da diretoria anterior. Mas ao meu ver, a terceira colocação no Paranaense e a eliminação da Copa do Brasil comprovam isso, não são jogadores da qualidade que o Coritiba precisa para se afirmar entre os grandes do Brasil como querem os diretores e a torcida.
Esse time, agora animado com o novo treinador, até poderá ganhar o Campeonato Paranaense que, cá entre nós, a não ser pelo fato de tirar a angústia de nove anos sem títulos, não representa nada em termos nacionais. No entanto, se quiser sonhar em chegar às finais de um Brasileiro ou de uma Copa do Brasil, por exemplo, o Coritiba terá que contratar menos e com mais qualidade.
JOGADA DE GÊNIO
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, é realmente um gênio, no mau sentido. Num momento em que o técnico Zagallo comprovou, através do fracasso na Copa Ouro, que não é a pessoa indicada para dirigir uma seleção de futebol, e já estava mais do que desgastado perante a opinião pública, Teixeira convocou Zico para trabalhar na Seleção Brasileira.
Não sei até que ponto o ‘‘galinho’’, jogador conhecido pela técnica apurada dentro de campo e pela integridade moral fora dele, vai interferir no comando de Zagallo. Mas só a sua presença na seleção já será suficiente para frear os críticos do treinador.
Com Zico na Seleção, a situação de Zagallo passou a ser muito cômoda, pois, no final, a história será mais ou menos essa: se o Brasil for pentacampeão, o sucesso será todo do Zagallo, que não perderá a oportunidade de dizer que é o único penta do mundo. Se o Brasil não ganhar a Copa, é provável que Zagallo se esquive da culpa e ela recaia principalmente em Zico, que muitos caracterizam como ‘‘pé-frio’’.

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