Economistas voltam a apoiar o Corinthians
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 1999
Agência Estado 
Enquanto não fecha o acordo de parceria com o Banco Icatu, o Corinthians pode ganhar nos próximos dias um aliado na luta contra os seus problemas financeiros. O GAP (Grupo de Apoio ao Presidente, formado pelos economistas Eduardo Rocha Azevedo, Emir Capez, Ibrahim Eris e Luís Paulo Rosemberg) está disposto a retornar ao clube e ajudar a transformá-lo em empresa (uma exigência da Lei Pelé), mas impõe algumas condições.
O grupo não quer que se repitam as interferências de dirigentes e conselheiros corintianos, que acabaram provocando o afastamento dos seus membros, em abril de 1997, pouco após terem fechado o contrato de patrocínio com o Banco Excel Econômico. A gota dágua foi a contratação do zagueiro Antônio Carlos pelo então vice-presidente de Futebol, José Mansur, sem que os economistas fossem consultados.
O presidente Dualib tem insistido na nossa volta e estamos dispostos a ajudar e estudá-la, desde que se mude um pouco a mentalidade do clube, disse Eduardo Rocha Azevedo. As condições seriam o respaldo total do presidente e dos líderes do Conselho Deliberativo e a autonomia total na administração das receitas e despesas do clube. Uma das premissas básicas é que não se pode misturar o dinheiro do futebol com o dinheiro do clube social: são dois departamentos distintos, diz Azevedo.
Economia à parte, o técnico Oswaldo de Oliveira vai escalar contra o Ubiratan, amanhã, pela Copa do Brasil, o mesmo time que venceu o Botafogo por 3 a 2. Sem o atacante requisitado junto aos dirigentes, o treinador aposta todas as suas fichas em Fernando Baiano. Se a equipe tiver bom rendimento, será mantida para a estréia na Taça Libertadores, contra o Palmeiras, no dia 27. O volante Gilmar, que teve forte entorse no tornozelo na quarta-feira, deve ser operado. Assim, ele só voltaria ao futebol no segundo semestre deste ano.


