São Paulo - No lugar dos dez pontos, uma medalha de ouro. Esta é a proposta de Bernie Ecclestone para evitar que se repita o que aconteceu no Mundial de F-1 deste ano, quando Felipe Massa, vice, teve mais vitórias que Lewis Hamilton, o campeão (6 a 5). "A idéia é que quando eles (pilotos) chegarem a Melbourne, para a primeira corrida da temporada, queiram sair de lá com a medalha de ouro", afirmou o chefe da FOM (dona dos direitos comerciais da categoria) ao diário inglês "The Times".
Segundo Ecclestone, a chance de ganhar medalhas de ouro, prata e bronze encorajaria os pilotos a fazerem mais ultrapassagens para subir no pódio.
"A necessidade disso ficou evidente no GP Brasil, quando Hamilton só precisava chegar em quinto para ficar com o título", declarou.
A novidade deve ser apresentada na próxima reunião do Conselho Mundial, que acontece no próximo dia 12, em Mônaco, para ser votada. "Todos estão felizes com a idéia e estão apoiando", declarou o dirigente inglês. "Estou 100% certo de que este é o caminho certo a seguir e que aumentará o número de ultrapassagens nos GPs."
As medalhas de ouro, prata e bronze seriam distribuídas no lugar dos tradicionais dez pontos para o primeiro colocado, oito para o segundo e seis para o terceiro. Dessa maneira, o campeão do Mundial de Pilotos seria aquele com o maior número de medalhas de ouro, ou seja, quem vencer mais corridas durante o ano.
Aquele que chegar abaixo da quarta posição não marcaria pontos, mas sua colocação seria levada em conta na classificação do Mundial de Pilotos. O campeonato de construtores, por sua vez, não sofreria alterações em sua pontuação, ainda segundo o "The Times".

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