Ecclestone quer que Hill pare já
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quarta-feira, 16 de junho de 1999
Por Livio Oricchio 
São Paulo, 17 (AE) - Nem a convalescência de uma cirurgia cardíaca conseguiu isolar Bernie Ecclestone da Fórmula 1. Hoje o promotor do Mundial declarou, em um hospital de Londres, que Damon Hill, em vez de deixar de correr no fim do ano, conforme anunciou quarta-feira, deveria fazê-lo já. "Odeio pilotos que declaram sua decisão de deixar as pistas no fim do campeonato", afirmou. Nos testes de Magny-Cours, na França, Eddie Irvine, da Ferrari, foi o mais rápído.
A súbita decisão de Niki Lauda abandonar o automobilismo
em 1979, foi melhor explicada hoje por Ecclestone. Na época ele era proprietário da equipe Brabham e Lauda, seu piloto, já duas vezes campeão do mundo, em 1975 e 1977. "O treino livre do GP do Canadá havia acabado e Lauda me comunicou que pararia no fim da temporada", lembrou o dirigente. "Eu lhe respondi que se aquela era a sua decisão que parasse então naquele instante." Ecclestone contou que Lauda apanhou o capacete, dentro dos boxes ainda, e deixou o autódromo. Só retornaria à Fórmula 1 no fim de 1982, em razão de dificuldades financeiras.
O austríaco conquistaria o seu terceiro título em 1984, pela McLaren. "Se esses pilotos que anunciam o adeus das pistas se acidentam antes de parar as consequências para nós são sempre piores", avalia Ecclestone. Até onde Damon Hill deu a entender, irá cumprir seu contrato com a Jordan, que termina no fim do ano. Ele recebe cerca de U$ 8 milhões por temporada.
TESTES - O irlandês Eddie Irvine atravessa sua melhor fase na Fórmula 1. Hoje ele foi o mais rápido nos testes que estão sendo realizados no circuito de Magny-Cours, onde dia 27 será disputado o GP da França, sétima etapa do Mundial. Irvine fez o tempo de 1min17s234. A dupla da McLaren estabeleceu os dois tempos seguintes. Mika Hakkinen fez 1min17s245 e David Coulthard, 1min17s320. Michael Schumacher obteve o oitavo tempo com sua Ferrari, 1min17s832.
Os três pilotos brasileiros também trabalharam hoje no circuito francês de 4.250 metros. Rubens Barrichello, da Stewart
registrou o sétimo tempo, 1min17s970, Pedro Paulo Diniz, Sauber
o 11º, 1min18s595, e Ricardo Zonta, BAR, o 14º, 1min18s951.
O retrospecto do GP da França é amplamente favorável a Schumacher. No Canadá também o era, mas o alemão errou feio e acabou batendo. Das cinco últimas edições da corrida de Magny-Cours, Schumacher venceu quatro: em 1994 e 1995, pela Benetton, e em 1997 e 1998, já na Ferrari. Em 1996, ele era o pole position, mas na volta de apresentação ainda quebrou o motor da sua Ferrari. Schumacher não largou.


