Spielberg - Se até Bernie Ecclestone, o promotor da Fórmula 1, envolveu-se diretamente na luta por reduzir os custos das equipes é porque, de fato, a coisa é séria. Enquanto hoje Michael Schumacher e Rubens Barrichello, da Ferrari, e quem sabe Juan Pablo Montoya e Ralf Schumacher, da Williams, disputam a pole do GP da Áustria, sexta etapa de 2002, o departamento pessoal de escuderias como a Jordan, terceira no Mundial de 1999, continua atendendo os demitidos há duas semanas. Jordan e Arrows são as mais ameaçadas de seguir o caminho da Prost GP, que faliu.
Demorou horas, ontem, a reunião promovida por Ecclestone com representantes das equipes a fim de se definir o que fazer para limitar as despesas da participação na Fórmula 1. Até o início da noite o encontro não havia terminado. Mas ao conversar, antes, com o representante da importante revista italiana Autosprint, o dirigente foi bastante crítico com alguns donos das escuderias: ‘‘Quanto mais dinheiro eles têm, mais encontram onde gastar. Veja por exemplo o novo motorhome da McLaren, embora haja quem prefira investir em aviões e iates.’’ O homem que levou a Fórmula 1 a ser o que é disse mais: ‘‘Há gente que não deveria estar aqui. Chegam com o objetivo de ganhar dinheiro e quando não dá certo expõem suas limitações.’’
Falando depois sobre a sua proposta para conter despesas, Ecclestone citou que os testes particulares, atualmente sem restrições, irão mudar, apesar de não adiantar o que acontecerá, já este ano. Mas surpreendentemente não escondeu o que defenderá no próximo encontro da Comissão de Fórmula 1, em Mônaco, dia 24: ‘‘Acho que devemos voltar ao que era, os construtores poderem vender ou mesmo ceder o carro inteiro, chassi e motor, para outras equipes.’’

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