Londres - A longa trajetória de Bernie Ecclestone no comando da Fórmula 1 chegou ao fim. Em entrevista ao site da revista alemã Auto Motor und Sport nesta segunda-feira (23), o chefão da principal categoria do automobilismo mundial confirmou que está deixando o cargo. "Fui destituído", resumiu.
A saída de Eccletone se deve à chegada de um novo comando na Fórmula 1. Na semana passada, o Conselho Mundial da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) aprovou a venda da categoria ao grupo Liberty Media, uma empresa norte-americana que investe em entretenimento e esporte, em um negócio de US$ 4,4 bilhões (aproximadamente R$ 13,9 bilhões).
Ele admitiu que deverá seguir na Fórmula 1, mas ainda sem um cargo definido. A tendência é que o dirigente se torne uma espécie de presidente de honra da categoria, mas ele mesmo fez questão de diminuir a importância da função.
Ecclestone foi nome fundamental para transformar a Fórmula 1 na principal categoria do automobilismo mundial. Piloto sem grande sucesso nos anos 1950, ele retornou na década de 1970 como dono da Brabham. Seis anos depois, tornou-se chefe da Associação dos Construtores da F1, a extinta Foca. A partir daí, cresceu até se tornar o homem mais poderoso da Fórmula 1 e um dos nomes mais importantes do esporte no mundo.

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