São Paulo - O dirigente da F-1 Bernie Ecclestone, que cuida dos direitos comerciais da categoria, aconselhou o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, a evitar um processo contra o tablóide ''News of the World'' por ter publicado um vídeo e fotos nos quais Mosley participaria de uma orgia com cinco mulheres.
De acordo com o tablóide britânico, durante o vídeo, Mosley aparece fazendo referências nazistas e com o papel de ''comandante de um campo de concentração''. O jornal relaciona o suposto fetiche de Mosley a seu histórico familiar. Seu pai, Oswald Mosley, foi líder do partido fascista inglês, importante aliado de Adolf Hitler no pré-guerra.
Mas para Ecclestone, presidente da FOM (gerência da F-1), um processo contra o jornal não ajudaria o dirigente. ''Não será fácil. Se ele iniciar um processo, as chances de vencer seriam pequenas, e daria muito mais assunto para a imprensa'', comentou Ecclestone em entrevista ao ''The Times''.
O presidente da FOM também não opinou sobre uma possível saída de Mosley do cargo de dirigente máximo na FIA. ''Ele deve fazer o que acha que é certo'', disse.
Ecclestone admitiu que os fatos envolvendo o escândalo, como as referências ao nazismo, chocaram as pessoas. ''Se Max estivesse em uma cama com duas prostitutas, as pessoas diriam ''bom para você'', ou coisa parecida. Mas o problema é que acham repulsivo pela forma como aconteceu.''
Para o presidente da FOM, Mosley não deverá ir ao Bahrein, local da próxima etapa da categoria, neste domingo. ''O problema é que tiraria toda a atenção da corrida para um assunto que, honestamente, não é da conta de ninguém'', falou.
Segundo a imprensa britânica, um porta-voz de Mosley teria assegurado que o dirigente não tem nenhuma intenção de renunciar ao cargo de presidente da FIA.

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