Atento observador da seleção fora de campo, o coordenador-técnico Zico faz questão de prevenir o time contra o desejo de vingança em relação à seleção da Noruega, que no ano passado venceu o Brasil por 4 a 2, num amistoso em Oslo. Até hoje, o técnico norueguês Egil Olsen tem esse jogo como um de seus assuntos favoritos.
‘‘É um sentimento mesquinho essa coisa de vingança, é necessário mostrar em campo quem é o melhor, não nas entrevistas’’, afirma Zico.
‘‘Temos sempre de respeitar o adversário, seja ele a Escócia, Marrocos ou a Noruega’’, aconselha. ‘‘E a maior prova de respeito que se pode dar em relação ao adversário é ganhar dele, e ganhar bem.’’
Para Zico, de nada adianta ficar lembrando um jogo que foi disputado há um ano, em outras circunstâncias. O Brasil acabava de chegar à Europa e iniciava a preparação para disputar o Torneio da França e, em seguida, a Copa América, na Bolívia. ‘‘De que adianta lembrar essa derrota, num jogo que não valia nada?’’
O coordenador sabe que um dos mais irritados com as provocações do técnico norueguês é Zagallo, que sempre reiterou ter esse adversário ‘‘atravessado na garganta’’. Zagallo teria um prazer especial em vencer a partida em Marselha e, de quebra, mandar de volta para casa o falastrão Olsen e sua seleção.

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