É um inferno jogar aqui, admitiu técnico paulista
O assistente-técnico do Pinheiros, Sérgio Hortelan, que divide as funções de comando da equipe com o dinamarquês Morten Soubak, deixou escapar à reportagem da Folha uma frase que retratou a pressão que o seu time sentiu ao jogar no Moringão. ''Jogar aqui é um inferno. A pressão e o descontrole são muito grandes. E a arbitragem foi mal porque para apitar uma semifinal num ambiente desses precisa ter o controle do jogo, e ela não teve'', acusou.
Hortelan reclamou da dupla de árbitros, mas não mencionou o fato de sua equipe ter sido beneficiada com a expulsão do armador-esquerdo Mão de Onça no segundo tempo, quando o jogo estava 23 a 20 para a Unifil. Um árbitro havia excluído o armador Folhas, do Pinheiros, devido a uma cotovelada no rosto de Cláudio, minutos antes e acabou dando também o cartão vermelho para Mão. O juiz viu uma suposta agressão do jogador da Unifil no armador Lito.
A tevê que transmitia a partida (ESPN Brasil) voltou as imagens e o replay mostrou que não houve nada no lance. ''O árbitro foi fraco porque quis compensar para o Pinheiros e agora ficamos sem o Mão para o primeiro jogo contra a Metodista'', protestou o técnico da Unifil, Giancarlos Ramirez.
Apesar das reclamações, Sérgio Hortelan reconheceu a superioridade da Unifil no jogo. ''Eles têm uma grande equipe e a gente devia ter matado o jogo lá em São Paulo (fazendo um placar maior - o jogo terminou 26 a 25). Não fizemos e deu nisso aí'', lamentou.(J.K.)





