E Telminho
decide adotar
sobrenome
Dorico da SilvaDULA IDENTIDADEOliveira – ou Telminho – encara a marcação no garrafão de Ribeirão Preto: ‘Se for para a torcida gritar meu nome, tanto faz’Conhecido como Telminho desde que começou a jogar basquete há 12 anos, o ala-armador do Grêmio Sercomtel Londrina resolveu que agora é a hora de adotar seu nome de registro – Fábio Oliveira. Os torcedores mais atentos devem ter percebido a mudança: desde o início do ano, o atleta exibe na camisa o nome Oliveira, ao invés de Telminho.
O paulista Fábio Santos de Oliveira, 20 anos, começou a jogar basquete aos oito anos de idade. ‘‘Sou conhecido como Telminho desde aquela época’’, lembra. O caçula da família Oliveira recebeu o apelido por causa do irmão, Telmo, 28 anos, também jogador de basquete e que atualmente joga em Uberlândia (MG). ‘‘Eu não tenho nada contra o apelido; aliás, fico até orgulhoso em ser chamado assim’’, se apressa em dizer o camisa 9 do Grêmio.
Quando Fábio veio jogar em Londrina, na temporada passada, o apelido ‘‘pegou’’ mais ainda porque seu irmão tinha atuado pelo Grêmio em 1997. ‘‘O pessoal gostava muito dele por aqui; além disso, somos muito parecidos fisicamente’’, observa.
Apesar de afirmar não ter nada contra o apelido, o jogador diz que estava na hora de ser conhecido pelo nome verdadeiro. Ele revela que gostaria de ser chamado de Fábio, mas como o Grêmio já tem no elenco um outro jogador com este nome (o pivô Fábio Sant’anna), resolveu adotar o sobrenome. ‘‘Mas se for para a torcida gritar meu nome, tanto faz se for Telminho, Oliveira ou Fábio’’, ressalta o jogador, que ontem enfrentou Ribeirão Preto.
O Grêmio é a segunda equipe em que Fábio atua. Ele começou a jogar basquete no Continental (SP), onde ficou até 98. Em janeiro de 99, veio para Londrina para disputar o Campeonato Nacional. Entre os títulos que conquistou quando jogava em São Paulo, estão o bicampeonato brasileiro (96/97) pela seleção paulista e campeão paulista e estadual na categoria juvenil em 95. Em 96, foi considerado o melhor jogador do Estado na categoria cadete. Em janeiro de 99, veio para Londrina.

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