Nós, jogadores, não queremos jogar. Nós, comissão técnica, não queremos jogar. Nós, diretoria, não queremos jogar. Assim entrou o Corinthians em campo ontem. E por que entrou, mesmo? Porque preferiu olhar para o bolso e para a relação com parceiros, televisão, etc., do que revolucionar o futebol, que há tempos precisa de um recado, principalmente pelo modo como terminou o Brasileirão . com cenas de violência e decisão na Justiça.
O Corinthians não queria jogar, mas não foi por isso que não jogou e perdeu por 2 a 1 para a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli, pelo Paulistão . a terceira derrota consecutiva na competição. Foi pelo mesmomotivo que havia perdido para o São Bernardo, em casa, e que havia sido humilhado para o rival Santos na Vila.
A delegação chegou ao estádio sob mais protestos e xingamentos. No intervalo, foram entoaram mais gritos, como o recado estivesse dado "Aquilo no sábado foi só o começo".
Sem cabeça e sem bola - vale destacar - a equipe de Mano começou perdendo no primeiro ataque da Macaca. Fagner deixou espaço nas costas, Ademir recebeu de Adrianinho e cruzou para Alemão abrir o placar. O Corinthians jogou por alguns minutos e, em dois lances no fim do 1º tempo, empatou em cabeçada de Uendel e quase virou em outra de Sheik.
O segundo tempo começou com um sinal de que a fase está ruim mesmo: Gil foi facilmente driblado por Ferrugem, que invadiu a área e tocou no canto oposto ao que Walter caiu: Ponte na frente outra vez.
Cinco minutos depois, Guerrero, HERÓI DO MUNDIAL e perseguido no último sábado, perdeu duas chances claras na cara de Roberto.
Mano ainda colocou outros de seus medalhões, Pato e Douglas, mas a situação não mudou. Por fim, Gil e Paulo André acabaram expulsos.
A Ponte do reestreante Vadão se reabilitou da derrota por 4 a 1 para o XV de Piracicaba e enterrou mais o Corinthians. Mas era para ter jogo?

Imagem ilustrativa da imagem E SÓ PIORA...
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