Quando Palmeiras e Cruzeiro entrarem em campo hoje, às 18 horas, no Palestra Itália, em jogo pela Copa Mercosul, o técnico cruzeirense, Luiz Felipe Scolari, que dirigiu o Palmeiras por mais de três anos, encontrará seu ex-time desfigurado. O time paulista está em busca de uma identidade desde que Marco Aurélio assumiu o comando, em julho. Neste período, a equipe vem acumulando altos e baixos. Depois da vitória por 2 a 1 sobre o argentino Independiente, pela Copa Mercosul, foi derrotada por 3 a 0 pelo São Paulo, na partida seguinte, pela Copa João Havelange.
Às vésperas de Scolari deixar o clube, jogadores como César Sampaio, Júnior, Alex e Euller – que participaram da conquista da Libertadores da América em 1999 – ainda formavam a base da equipe. Hoje, no entanto, novos valores como Juninho, Flávio e Thiago Matias compõem o time do Palmeiras.
Por mais que as declarações de Scolari sejam respeitosas, os jogadores do Palmeiras reconhecem que estão encontrando dificuldades para se firmarem. ‘‘É uma fase difícil. Cada jogo temos de nos estruturar de forma diferente’’, observou o goleiro Sérgio.
Além de necessitar da vitória para chegar à liderança do Grupo B da Mercosul, o Palmeiras, que tem 4 pontos na competição contra 6 do Cruzeiro, terá de suportar a pressão da torcida, já que não venceu as últimas seis partidas que jogou no Palestra Itália, quatro delas sob o comandode Marco Aurélio.
Segundo a maioria dos atletas, o grupo, ainda em formação, poderá sentir a cobrança do público. ‘‘Principalmente os mais jovens’’, alertou o atacante Basílio. Para Marco Aurélio, que dirigia o Cruzeiro antes de se transferir para o Palmeiras, o fato de reencontrar seu ex-time não faz desta uma partida especial. ‘‘O verdadeiro duelo é entre os jogadores; quem está fora de campo não decide.’’
O lateral-direito Arce, que retorna ao time juntamente com Tiago Silva, Flávio e Juninho, observou que a equipe precisa chegar no mínimo a 10 pontos para se classificar, pelo menos, entre os três melhores segundos colocados da Mercosul. O campeão de cada grupo tem vaga assegurada nas quartas-de-final. ‘‘Temos uma obrigação maior de vencer’’, disse Arce.
A entrada do lateral-esquerdo Sorín no lugar do reserva Alonso é a única modificação a ser feita pelo do Cruzeiro, de Luiz Felipe Scolari. O jogador, ausente da equipe desde a semana passada, quando integrou-se à seleção argentina para jogar pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, deveria ter reaparecido no empate por 1 a 1 com o Internacional, no Mineirão.
Como só pôde reapresentar-se à tarde, na Toca da Raposa, em razão de atraso no vôo que o trouxe de volta a Belo Horizonte, ele foi poupado do confronto com os gaúchos. Sorín, que até a última semana era pretendido pelo Nápoli, da Itália, passou agora a ser assediado pelo futebol espanhol. Segundo o assessor do clube mineiro, Valdir Barbosa, dirigentes do Valência fizeram contato com empresários do jogador e, caso confirmem proposta de US$ 6 milhões, poderão levá-lo.
Jefferson, de 17 anos e em boa fase, continua no gol. Cris, expulso contra os gaúchos, poderá jogar, já que trata-se de outra competição, e formará a zaga com Cléber.

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