E Scolari reencontra o Palmeiras
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quarta-feira, 06 de setembro de 2000
Agência Estado De São Paulo 
Quando Palmeiras e Cruzeiro entrarem em campo hoje, às 18 horas, no Palestra Itália, em jogo pela Copa Mercosul, o técnico cruzeirense, Luiz Felipe Scolari, que dirigiu o Palmeiras por mais de três anos, encontrará seu ex-time desfigurado. O time paulista está em busca de uma identidade desde que Marco Aurélio assumiu o comando, em julho. Neste período, a equipe vem acumulando altos e baixos. Depois da vitória por 2 a 1 sobre o argentino Independiente, pela Copa Mercosul, foi derrotada por 3 a 0 pelo São Paulo, na partida seguinte, pela Copa João Havelange.
Às vésperas de Scolari deixar o clube, jogadores como César Sampaio, Júnior, Alex e Euller que participaram da conquista da Libertadores da América em 1999 ainda formavam a base da equipe. Hoje, no entanto, novos valores como Juninho, Flávio e Thiago Matias compõem o time do Palmeiras.
Por mais que as declarações de Scolari sejam respeitosas, os jogadores do Palmeiras reconhecem que estão encontrando dificuldades para se firmarem. É uma fase difícil. Cada jogo temos de nos estruturar de forma diferente, observou o goleiro Sérgio.
Além de necessitar da vitória para chegar à liderança do Grupo B da Mercosul, o Palmeiras, que tem 4 pontos na competição contra 6 do Cruzeiro, terá de suportar a pressão da torcida, já que não venceu as últimas seis partidas que jogou no Palestra Itália, quatro delas sob o comandode Marco Aurélio.
Segundo a maioria dos atletas, o grupo, ainda em formação, poderá sentir a cobrança do público. Principalmente os mais jovens, alertou o atacante Basílio. Para Marco Aurélio, que dirigia o Cruzeiro antes de se transferir para o Palmeiras, o fato de reencontrar seu ex-time não faz desta uma partida especial. O verdadeiro duelo é entre os jogadores; quem está fora de campo não decide.
O lateral-direito Arce, que retorna ao time juntamente com Tiago Silva, Flávio e Juninho, observou que a equipe precisa chegar no mínimo a 10 pontos para se classificar, pelo menos, entre os três melhores segundos colocados da Mercosul. O campeão de cada grupo tem vaga assegurada nas quartas-de-final. Temos uma obrigação maior de vencer, disse Arce.
A entrada do lateral-esquerdo Sorín no lugar do reserva Alonso é a única modificação a ser feita pelo do Cruzeiro, de Luiz Felipe Scolari. O jogador, ausente da equipe desde a semana passada, quando integrou-se à seleção argentina para jogar pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, deveria ter reaparecido no empate por 1 a 1 com o Internacional, no Mineirão.
Como só pôde reapresentar-se à tarde, na Toca da Raposa, em razão de atraso no vôo que o trouxe de volta a Belo Horizonte, ele foi poupado do confronto com os gaúchos. Sorín, que até a última semana era pretendido pelo Nápoli, da Itália, passou agora a ser assediado pelo futebol espanhol. Segundo o assessor do clube mineiro, Valdir Barbosa, dirigentes do Valência fizeram contato com empresários do jogador e, caso confirmem proposta de US$ 6 milhões, poderão levá-lo.
Jefferson, de 17 anos e em boa fase, continua no gol. Cris, expulso contra os gaúchos, poderá jogar, já que trata-se de outra competição, e formará a zaga com Cléber.


