Agência Estado
De São Paulo
O mais importante jornal esportivo da Itália, a ‘‘Gazzetta dello Sport’’, publicou ontem em manchete: ‘‘Schumi quer Spa’’. O piloto alemão da Ferrari faz hoje ou amanhã novos exames médicos para saber se volta a correr já domingo, na Bélgica, no seu circuito favorito, Spa Francorchamps. Ele venceu três das quatro últimas edições da prova.
Depois de realizar excelente treino sexta-feira em Mugello, onde completou 65 voltas no traçado de 5.250 metros, Schumacher comentou que precisava de alguns dias para verificar como sua perna direita reagiria. No dia 11 de julho ele a fraturou no GP da Inglaterra. Como ontem o piloto da Ferrari foi visto numa bicicleta de mountain bike próximo a Saint-Tropez, na França, é de se esperar que não haja problemas para o seu retorno à Fórmula 1.
O diretor esportivo da equipe italiana, o francês Jean Todt, estava junto de Schumacher. Parece bastante provável também que o piloto faça mais um treino com sua Ferrari, em Fiorano, amanhã, antes de viajar para a Bélgica. De 1988 a 1998, apenas três pilotos venceram em Spa, pista dos maiores desafios da F-1: Ayrton Senna, de 1988 a 1991, Schumacher, em 1992, 1995, 1996 e 1997, e Damon Hill, em 1993, 1994 e 1998. O alemão só não venceu pela quarta vez seguida, ano passado, porque encontrou a McLaren de David Coulthard, lenta, no meio do caminho. Chovia muito.
Mika Hakkinen viveu ontem experiência inédita: pilotar sua McLaren dentro de uma mina de carvão. A McLaren-Mercedes levou hoje seu carro, para uma promoção, até a mina Edwald-Hugo, no vale do rio Ruhr, Alemanha, onde Hakkinen a acelerou, a cerca de mil metros de profundidade. Sujo de pó de carvão, disse: ‘‘Essa gente tem um trabalho duro.’
Rússia – Quem planeja entrar no circuito dos GPs de Fórmula 1 é a Rússia. Os dirigentes do automobilismo local admitem investir cerca de US$ 200 milhões na construção de uma pista na cidade de Tula, a cerca de duzentos quilômetros de Moscou. A empresa suíça Architektur und Design, responsável pelo projeto, aguarda pelo ‘‘sinal verde’’ da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para iniciar o serviço. Somente o circuito custará cerca de US$ 80 milhões. O restante será usado na construção de um estacionamento para mais de sete mil veículos, 17 heliportos, um hotel, um parque entre outros elementos de infra-estrutura.

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