E o Vitorino volta a ser um bom programa
E o Vitorino volta a ser um bom programa
Cesar AugustoFininho: louco de saudade do VGDCesar Augusto
Sol e futebol: programa para namorados
Cesar Augusto
A turma do alambrado: jogo no VGD atrai gente de todas as idades, classes sociais e cantos da cidade
Cesar Augusto
David festeja o gol da vitória
Cesar Augusto
A torcida: estádio mais aconchegante
Com tarde de sol e temperatura agradável, nem é preciso que o Tubarão esteja fazendo boa campanha para que o Estádio Vitorino Gonçalves Dias se transforme num bom programa - pelo menos para os amantes do futebol. Sábado foi assim. Mesmo depois de o Londrina amargar duas derrotas seguidas na Série B do Campeonato Brasileiro (em Belém e Goiânia), pelo menos três mil pessoas foram ao VGD para acompanhar Londrina x Clube do Remo.
É gente de todas as idades, classes sociais e cantos da cidade. Muitos torcedores levam a família, principalmente os filhos. Até jovens casais aproveitam a tarde de sol para namorar no estádio.
- A violência sempre me deu medo de trazer a família a um campo de futebol. Mas acabei cedendo a tantos pedidos dos filhos - conta o técnico em edificações Luís Cândido, 36 anos, acompanhado da filha Ana Carolina, 15, e João Victor, 5.
- Tenho medo mas já estou mudando de idéia. O ambiente no VGD é muito agradável - completa Cândido.
- Estava louco de saudade deste estadiozinho - disse o mecânico de avião Guilherme Hammerehlag, o Fininho, a um colega de arquibancada. À reportagem da Folha, Finindo conta que assistiu a muitos jogos no VGD, até que se mudou para Santarém, no Pará, em meados dos anos 60.
- A maior alegria que vivi neste estádio foi a conquista do Campeonato Paranaense de 62, em cima do Coritiba - conta orgulhosamente, chamando a atenção do filho Alexandre, de 7 anos.
- Prefiro o VGD ao Estádio do Café, mas o Londrina e a Prefeitura poderiam oferecer um pouco mais de conforto para o torcedor e cobrar ingressos realmente populares, sobretudo para a geral, atrás do gol de fundos, e das arquibancadas descobertas - reivindica o vendedor autônomo Jefferson de Barros, o Jefinho, referindo-se principalmente à falta dágua nos banheiros dos fundos.
O advogado Marcelo Leal trocou o terno e a gravata pela camisa alviceleste e bermuda, colou o radinho de pilha na orelha e encostou-se no alambrado. E não demorou muito para exercer uma das atividades preferidas de todo torcedor: a gozação, mesmo que seja contra seu próprio time.
- Somos vítimas de estelionato - dispara Leal, para depois explicar, às gargalhadas. - Isso aqui não é cerveja, o VGD não é estádio, a Segundona não é campeonato e o Londrina não é time.
- Só não escreva que o Londrina não é time. Sou fanático pelo Tubarão - emenda ele, imediatamente.





