E o título vai ser decidido em 99
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quinta-feira, 10 de dezembro de 1998
Marcos Freitas 
O campeão paranaense de futsal de 98 só será conhecido no ano que vem, em partida extra ainda a ser marcada pela Federação Paranaense de Futebol de Salão (FPFS). Ontem, o presidente da entidade, Jorge Kudri, reuniu-se com os presidentes do Cavalca & Verona, Paulo Mognon, e do Foz/Sulamericana, Adilson Soares da Silva, por quase duas horas, para tentar uma conciliação entre as duas agremiações, mas não teve êxito.
Jorge Kudri propôs que as duas equipes fossem declaradas campeãs deste ano e tivessem seus nomes inscritos na Taça Brasil de Futsal, que será disputada em fevereiro. Nenhuma das equipes aceitou a posição da presidência.
O TJD do futsal impugnou a partida decisiva que havia sido vencida pelo Cavalca por 7 a 6, alegando erro de direito do árbitro José Berg, que validou dois gols do time de São Miguel do Iguaçu, quando a bola não havia ultrapassado a linha de gol e o Foz vencia. O jogo aconteceu no dia 21 de novembro.
O Cavalca & Verona queria ser considerado o campeão pois tem melhor campanha que o Foz e, assim, teria a vaga garantida na competição nacional.
A diretoria do time de São Miguel do Iguaçu alega ter sido injustiçada na decisão do Tribunal de Justiça, que revogou o resultado da decisão, que no entender deles foi vencido em quadra e perdido no tapetão.
A diretoria do Foz queria que a decisão do TJD fosse cumprida e marcada uma nova partida para decidir quem é o verdadeiro campeão estadual. Pelo menos em um ponto os dirigentes concordaram: não é possível realizar uma nova partida agora, pois o clima de rivalidade entre as duas cidades do Oeste é muito grande e, também, porque a maioria dos jogadores dos dois clubes foram transferidos ou dispensados.
O impasse não foi desfeito e o presidente da FPFS resolveu que uma nova partida será marcada. Mas só no ano que vem. O Foz/Sulamericana, que venceu o campeonato de 97, foi indicado por Kudri como representante do Paraná na Taça Brasil.
Para o advogado do Foz/Sulamericana, Marcelo Ribeiro, a decisão da federação foi coerente: Ele (o presidente da FPFS) cumpriu em parte a decisão do Tribunal e fez valer a lei, que determina que o último campeão seja indicado, disse.
Já o advogado do Cavalca & Verona, Paulo Shimidt, achou a decisão injusta e não descartou a possibilidade de buscar seus direitos na Justiça Comum. A diretoria do clube de São Miguel do Oeste vai ser reunir nos próximos dias para retomar o caso.


