O técnico Rogério Micale desabafou após a derrota do Londrina por 2 a 0 para o Criciúma, na sexta-feira (2), no VGD (Vitorino Gonçalves Dias). O treinador afirmou que trabalha com as opções disponíveis no elenco e justificou as mudanças que vem fazendo na equipe em busca de maior equilíbrio.

Para a partida, Micale não contou com três meio-campistas considerados importantes. João Vitor estava suspenso, enquanto Guilherme Portuga e Lucas Marques se recuperam de lesões. As escolhas do treinador, porém, foram questionadas, principalmente pela escalação de João Tavares e Thalis, que vinham tendo poucas oportunidades nas últimas rodadas.

Micale afirmou que continuará testando diferentes formações enquanto não encontrar uma equipe que lhe dê maior segurança.

"Eu estou mantendo essa movimentação porque estou querendo achar um que me dê uma segurança maior. Ainda não tenho essa segurança. O que vocês sentem às vezes o treinador sente. Aquele que está sentado do meu lado sempre tem a expectativa de que vai render mais do que aquele que está jogando no momento", afirmou.

Segundo o treinador, as mudanças também são consequência das características dos jogadores que tem à disposição. Ele citou a entrada de Guilherme Cachoeira em uma função mais centralizada diante do Criciúma.

"O Cachoeira entrou por dentro e não entrou na dele para dar um poderio ofensivo. Então eu tentei manipular a equipe de acordo com as peças que eu tinha. Eu sei que o torcedor já está talvez chateado com muitos desses jogadores que vão e voltam, mas é o que nós temos", disse.

Micale afirmou ainda que não poderia simplesmente colocar mais atacantes em campo diante do Criciúma, principalmente pelas características do adversário. "O que eu tinha mais no banco era atacante. Eu não podia entrar e encher o time de atacantes contra uma equipe com a qualidade do Criciúma", explicou.

Juninho fica no banco

A ausência de Juninho também chamou atenção. O meia, contratado recentemente do Anápolis, havia entrado nas duas partidas anteriores, contra Fortaleza e Vila Nova, justamente na vaga de Guilherme Portuga. Diante do Criciúma, porém, permaneceu no banco mesmo após as substituições realizadas durante a partida e a saída de João Tavares por lesão no primeiro tempo.

Micale explicou que a decisão levou em conta o rendimento do jogador nas últimas oportunidades. "O Juninho não entrou porque eu achei que o Thalis merecia uma oportunidade, porque nos dois últimos jogos que o Juninho entrou eu não achei que teve um bom rendimento. Simples assim. Então o critério é esse e eu não tinha muito mais opções", afirmou.

O treinador também citou Vitinho e Victor Feitosa entre as alternativas. Segundo Micale, Feitosa ainda não está em condições de atuar por um período maior e seria uma opção para os minutos finais caso o Londrina estivesse em vantagem.

"Quando se perde, a gente tem que arrumar vaga para aqueles que estão fora. O Vitinho é um grande jogador, mas o Vitinho teve a oportunidade o campeonato todo praticamente. A gente deu uma sequência muito grande para ele. Não que não mereça, tanto é que ele entrou", disse.

Micale afirmou que as mudanças são necessárias enquanto a equipe não consegue encontrar uma formação que apresente maior equilíbrio e rendimento. "Enquanto eu achar que a gente precisa de algo mais, a gente precisa parar de tomar gol, precisa dar uma resposta maior, eu vou continuar tentando. Eu não vou me omitir por não tentar. Eu entendo o torcedor, entendo vocês e estou aqui para isso, para responder", declarou.

"Enquanto achar necessário alterar para achar equilíbrio e uma equipe que me dê possibilidade de melhora de rendimento e performance, eu vou tentar fazer", completou.

Londrina volta a campo na quarta

Com a derrota para o Criciúma, o Londrina permanece na 18ª colocação da Série B, com 28 pontos. O time volta a campo na quarta-feira (7), às 19h30, contra o Avaí, na Ressacada.

A equipe catarinense também está na parte de baixo da tabela e luta contra o rebaixamento para a Série C.

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