E o Londrina ganha novos diretores
O presidente em exercício do Londrina, Agostinho Miguel Garrote, cumpriu o prometido e entregou ontem ao Conselho Deliberativo (CD) a lista com os nomes dos novos diretores do clube. A composição do corpo diretivo do Londrina foi uma exigência do CD. Os conselheiros estiveram reunidos ontem à noite no VGD para discutir a aprovação ou não da Alviceleste S/A, empresa paralela a ser criada para administrar o Londrina.
Atual vice-presidente geral do clube, Garrote vai acumular ainda a vice-presidência de futebol amador e a presidência interina até o retorno do presidente José Carlos de Castro Costa, o Zé Café, previsto para o próximo dia 5. O advogado Osvaldo Sestário Filho será o diretor administrativo; Luis Souto de Camargo foi escolhido como diretor de patrimônio; Dorival Pagani (ex-presidente do clube) é o novo diretor do futebol profissional; Fábio Theophilo será o diretor de finanças; Milton Aparecido da Silva e Carlos Trovino são respectivamente 1º e 2º secretários; Miguel de Oliveira e Abelardo Vieira de Macedo foram indicados como 1º e 2º tesoureiros.
Dois novos cargos foram criados. O economista Francisco de Assis Simões autor do projeto da Alviceleste S/A será o diretor financeiro, contábil, fiscal e tributário. Peter Robson Silva foi escolhido como diretor de marketing.
Agostinho Garrote, que retornou no final da tarde de ontem de São Paulo, informou que viajou para resolver problemas particulares. Apesar de ter enviado documento à imprensa na semana passada anunciando a paralisação no trabalho de montagem do time para o Campeonato Paranaense, o dirigente vem se movimentando sigilosamente nos bastidores.
Com o anúncio da diretoria e o retorno ontem dos empresários Iran Campos, Jurandir Barrozo, Sérgio Rôla e João Severo da Europa foram negociar uma parceria para as categorias de base com o Bayern Munique , Garrote deve definir qual posição tomará.
Um assunto que ele prefere não falar é da suposta dívida de R$ 305 mil com o corretor de imóveis Aldo Elias Saidneuy. Cálculos levantados por Paulo Chaves, funcionário administrativo do Londrina, mostram que o ex-coordenador-geral Célio Guergoletto teria um crédito de cerca de R$ 296 mil e Aldo Elias pouco mais de R$ 29 mil. A dívida seria paga com a cessão do passe de seis jogadores. Aldo recebeu os passes de Tadashi, André Luis e Rafael avaliados em R$ 160 mil. Como o clube não cedeu outros três jogadores, o corretor executou o valor total da suposta dívida.
O advogado Osvaldo Sestário Filho conversou com Aldo ontem. Ele reconhece que errou ao executar todo o montante da dívida, mas está aberto a negociar.





