E o Londrina fala até em CPI
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quarta-feira, 05 de julho de 2000
Claudemir Scalone De Londrina 
O Londrina vai aguardar a reunião de amanhã entre as 15 equipes fundadoras do Clube Brasil (entidade fundada este ano para defender os interesses dos times da Série B do Brasileiro) para saber qual o seu futuro no segundo semestre.
Com mais uma virada de mesa no futebol brasileiro através dos Clube dos 13 e a omissão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que permitiu a criação da monstruosa Copa João Havelange com 104 times, os integrantes do Clube Brasil podem tomar uma medida radical caso seus direitos e reivindicações não sejam atendidos.
A proposta inicial do Clube do 13 de negociar os direitos de transmissão de TV com exclusividade nas três divisões do torneio não agradaram aos dirigentes do Clube Brasil, entre eles, o Londrina. Eles (Clube dos 13) vão negociar tudo e dar uma banana para os outros clubes?, questionou o coordenador do LEC, Célio Guergoletto.
O dirigente vai sugerir medidas mais enérgicas na reunião de amanhã. Vou defender uma posição mais radical do Clube Brasil. Temos que apelar à CBF, ao Congresso Nacional e até mesmo à Justiça Comum, sob de pena de ficarmos fora de qualquer disputa. Estão fazendo um assalto ao futebol brasileiro, esbravejou ontem o dirigente.
O dirigente criticou ainda, entre outros, Eurico Miranda, vice-presidente de futebol do Vasco, e Paulo Maracajá, presidente de honra do Bahia, e prega uma CPI no futebol nacional. Alguém tem que tomar uma posição frente essa situação. É preciso que a moralização do futebol prevaleça, defendeu ele.


