E o Brasil se rende à garra paraguaia
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terça-feira, 18 de julho de 2000
Rogério Fischer Enviado a Assunção 
A parceria Rivaldo-Djalminha não vingou, a dupla de zaga Edmílson-Roque Júnior sentiu o peso da estréia, o meio-de-campo parou na determinada marcação adversária. Resultado: o Brasil perdeu para o Paraguai por 2 a 1 ontem à noite em Assunção pela quinta rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002 e deve mergulhar numa crise na semana que antecede o clássico com a líder Argentina, dia 26, em São Paulo. A Seleção retornou na madrugada de hoje para Foz do Iguaçu. Foi um primeiro tempo eletrizante para os mais de 40 mil paraguaios que lotaram os setores mais populares do Defensores Del Chaco.
Bem posicionado em campo e com o entusiasmo de sempre, o Paraguai partiu para o ataque desde o início. E a pressão surtiu efeito logo aos 3 minutos: no rebote de uma cobrança de escanteio, o atacante Cardoso pegou um bonito voleio, bem defendido por Dida.
E foi justamente em um erro das ainda desentrosadas parcerias Rivaldo-Djalminha e Edmílson-Roque Júnior que saiu o primeiro gol paraguaio: a defesa interceptou uma troca de passes entre os dois meia-atacantes brasileiros e o contra-ataque encontrou Cardozo livre no miolo de zaga; Dida saiu do gol e cedeu escanteio; na cobranca, Paredes cabeceou no contra-pé do goleiro do Brasil 1 a 0.
Sem conseguir manter a posse de bola por mais de dois ou três passes, os jogadores brasileiros recorreram à violência. Na sequência de botinadas, Cafu acertou Paredes e o árbitro uruguaio errou ao parar a jogada para mostrar cartão amarelo e não dar vantagem a Caniza. Edmílson errou lançamento e, no contra-ataque paraguaio, também foi advertido ao derrubar Paredes. E uma jogada bisonha rendeu cartão vermelho ao experiente capitão brasileiro.
No intervalo, Luxemburgo trocou França por Guilherme no ataque e o Brasil continuou dominado pelo Paraguai. Foi o bastante para o treinador efetuar, aos 12 minutos, outras duas substituições: Vampeta no lugar de Zé Roberto e Marques no de Djalminha. A recompensa veio aos 28 minutos: Roberto Carlos cruzou baixo da esquerda, Rivaldo adiantou-se aos zagueiros e, de peixinho, deslocou Chilavert 1 a 1.
A desatenção, porém, foi fatal. Conceição bobeou ao não cortar um lançamento de Chilavert, Jorge Campos livrou-se dele e Edmílson, e acertou chute forte no canto de esquerdo de Dida: Paraguai 2 a 1. O time do até então desacreditado treinador uruguaio Sergio Markarián segurou o resultado e transformou as ruas de Assunção em palco de um buzinaço que prometia varar a madrugada.


