E o acordo com a SAL é aprovado
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sábado, 09 de janeiro de 1999
Nelson Cilo 
O Conselho Deliberativo (CD) do Londrina Esporte Clube aprovou ontem à noite, no auditório da sede administrativa do clube, no Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD), área central, a minuta do acordo que anula o contrato de terceirização entre o clube e a Sociedade Amigos do Londrina (SAL). O compromisso que interrompe o vínculo, assinado em 1996, A SAL tem contrato para gerenciar o departamento de futebol (amador e profissional) até março de 2001. Resta agora oficializar o acerto, o que deve ocorrer nos próximos dias.
O presidente do CD, Antonio Amaral, que intermediou as negociações entre o Londrina e três representantes da SAL - Marcos Alexandre Domingues (presidente), Fábio Scaff (diretor da escolinha) e Mauro Viotto (diretor-jurídico), que não foram à reunião de ontem à noite -, procurou mostrar aos 32 conselheiros presentes que o acordo é bom para os dois lados.
Afinal, segundo ele, a dívida anteriormente cobrada pela SAL chegava a R$ 950 mil. No entanto, Amaral conseguiu inicialmente enxugá-la para R$ 640 mil e, na última rodada de conversações, ontem à tarde, para R$ 490 mil, que serão pagos através dos recursos provenientes das vendas dos passes de atletas juvenis e juniores. A lista tem 40 nomes. Expurgamos a diferença não comprovada, esclareceu Amaral.
O contador do clube, Cristiano Ribeiro, apresentou na reunião de ontem à noite o levantamento dos supostos débitos do clube com a SAL. O presidente do CD explicou que a parceria de risco, aceita pela SAL, prevê que tudo será gradativamente quitado, sem prazo determinado, até que as dívidas estejam zeradas. O Londrina e a SAL dividirão proporcionalmente (50%) os lucros. E, se os passes de dois ou três jogadores cobrirem as eventuais dívidas, o acordo estaria cumprido, contou Amaral, ao esclarecer que os 40 atletas não precisariam ser necessariamente negociados. Mas, se não vendermos ninguém, o risco é da SAL, diz Amaral.
Os conselhos também referendaram Célio Guergoletto - coordenador-geral durante a campanha no Campeonato Brasileiro da Série B - como o homem forte do futebol profissional do clube. Fábio Scaff deve permanecer nas categorias de base. Caberá a Guergoletto comandar a transição e anunciar, em data ainda não confirmada, o nome do influente empresário que vai liderar o novo grupo responsável pelo futuro do clube. O substituto do técnico Varlei de Carvalho já está definido: Paulo Comelli.


