'É muito pouco para uma equipe como o Londrina', desabafa Ricardinho
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018
Vítor Ogawa <br> Reportagem local 

Depois da derrota por 2 a 1 contra o Cascavel e sem conseguir a classificação para as semifinais da Primeira Taça do Campeonato Paranaense, o Londrina ainda busca encontrar o time com o qual dará sequência na temporada para disputar a Copa do Brasil, a Segunda Taça e a Série B do Brasileiro. Após a partida, o técnico Ricardinho não fugiu da responsabilidade e disse que a produtividade e desempenho foram muito pouco para uma equipe que almejava se classificar à semifinal. "É muito pouco para uma equipe como o Londrina. Essa é a realidade e a nossa constatação sem transferência de responsabilidade nenhuma. Pelo contrário. Se nós quisermos algo não só na Copa do Brasil como no segundo turno do campeonato paranaense temos que mudar a nossa postura e voltar a jogar o que fizemos nos primeiros jogos", apontou.
Na avaliação do comandante, a última partida em que a equipe jogou bem foi em Ariquemes (RO), em partida válida pela Copa do Brasil. "De lá para cá a nossa equipe não jogou mais o futebol para se classificar à semifinal", admitiu.
Ele afirmou que no jogo contra o Cascavel gastou as três substituições em função de necessidades físicas e não pôde realizar nenhuma delas por questões táticas. "O Luizão saiu com problema na panturrilha no intervalo. O Germano teve aquela pancada e o doutor recomendou que o tirássemos para preservá-lo e ele realmente não conseguia continuar. E teve também o problema físico do Felipe. Então foram três substituições que a gente não conseguiu fazer mudanças táticas", apontou. Ele ressaltou que a ideia era colocar mais um jogador fresco no meio para explorar a roubada de bola e explorar a velocidade na frente. "Voltamos no segundo tempo, com a marcação mais alta para a gente poder roubar a bola, criar oportunidades e usar a velocidade do Carlos Henrique e do Miullen. Até pela necessidade nossa de vencermos o jogo eu soltei o Carlos Henrique um pouco mais à frente para usar a velocidade e foi assim que chegamos ao nosso gol", apontou.
Um problema constatado pelo treinador foi o fato da equipe ter levado gols de bola parada. "Nós trabalhamos bastante isso porque a bola parada no futebol decide 75% a 80% dos jogos. Você tem que estar apto defensivamente e ofensivamente para poder não sair do jogo ou não dar o resultado ao adversário por isso e nós acabamos dando o gol de empate, e também no fim da partida, o gol de pênalti", expôs. "Estamos chateados, tristes. O torcedor está triste. Para nós almejarmos algo a mais teremos que evoluir, melhorar. Estamos montando uma equipe nova dentro de um modelo de jogo, mas temos que melhorar para almejar o título e assegurar a sequência na Copa do Brasil", projetou.
O atacante Carlos Henrique ressaltou que vai buscar a artilharia do campeonato, mas pensando e ajudando a equipe. Ele afirmou que ficou feliz por ter feito o gol, mas trocaria tudo pela classificação. "Agora é erguer a cabeça, ouvir o que o professor tem a falar, trabalhar e pensar na Copa do Brasil. A gente não queria esse descanso. Queria disputar o campeonato, mas agora é descansar e pensar na Copa do Brasil contra o Ceará", afirmou.


