Quem participa do Mitsubishi Cup é gente realmente amante do esporte. É o caso de Ana Carolina Sena Braga, 29 anos, navegadora e esposa do piloto Régis Braga, 40. O casal de baianos deixou de disputar a versão Nordeste para aprender mais no Sudeste, onde o campeonato é mais forte. Enquanto navega, Ana Carolina deixa nos braços da babá o pequeno Enzo, de apenas quatro meses de vida. ''Está sendo maravilhoso competir. Estamos aprendendo muito. Trocamos os ralis de regularidade pela velocidade e está valendo a pena'', diz, entre um mimo e outro ao filhote, depois do final da primeira bateria.
Para fazer o amor pela velocidade tornar-se realidade é preciso investir R$ 73.550,00 no caso de quem deseja competir na categoria Pajero TR4 e R$ 95.800,00 para quem prefere as camionetes L-200. A Mitsubishi fornece o carro pronto para ir às pistas, já com ''gaiola'' de proteção, extintores, bancos concha, cinto de segurança de quatro pontas e alterações na suspensão e amortecedores.
Contudo, quem deseja andar na ponta tem que por mais dinheiro no bolso. É preciso contratar mecânicos, preparadores e outros profissionais para apoio. Cada dono de carro desembolsa, no mínimo, R$ 10 mil por prova. Segundo
diretor-técnico Carlos Martinatti, a Mitsubishi gasta em torno de R$ 300 mil por etapa, mas o retorno de marketing é compensador.
''Isto aqui é um meio de confraternização. É mais barato que um dia de UTI'', ressalta o piloto Antônio Maria Reinaldo, de Maringá, fazendo referência aos benefícios para a saúde que lhe proporcionam a pilotagem.

mockup