Agência Estado
De Bogotá, na Colômbia
O técnico Wanderley Luxemburgo só vai anunciar a escalação do Brasil momentos antes da partida contra a Colômbia, hoje à noite, em Bogotá. Na verdade, as ausências de Cafu e Rivaldo acabaram sendo um trunfo, relativo, da equipe. Como o treinador da Colômbia, Luís Garcia, vinha estudando o Brasil com a formação tradicional, Luxemburgo quer agora criar uma dificuldade para o adversário. ‘‘Por que vou passar a mudança para ele?’’, indagou. ‘‘Que ele não saiba quem vai entrar no lugar de quem.’’
Luxemburgo reconheceu alguma vantagem da Colômbia no jogo de estréia das Eliminatórias, por estar treinando há cinco dias e não pelos desfalques do Brasil. Ele garantiu que apesar das mudanças, a seleção não vai alterar ‘‘sua característica’’. O treinador não entendeu porque o Brasil foi proibido de treinar com bola ontem no Estádio El Campin pelo gerente do estádio. ‘‘Nunca vi isso, queria que os jogadores pelo mesmo sentissem o peso da bola.’’ Para ele, o jogo de hoje é um exercício de ‘‘inteligência’’.
A Seleção Brasileira chegou ao Hotel Tequendama, às 14 horas de ontem, sob os gritos de ‘‘Colômbia’’ de dezenas de torcedores. O esquema de segurança montado para receber a delegação mobilizou boa parte da polícia da capital do país.
Os jogadores apresentavam cansaço e seguiram direto para seus quartos. O meia Émerson disse estar confiante numa vitória do Brasil, ‘‘apesar de todos os problemas’’. O meia Alex garantiu que não se assustou com a euforia dos colombianos. ‘‘Isso é normal; eles estão no país deles.’’