Para Antônio Lopes, o novo coordenador técnico da seleção brasileira, Romário ‘‘atravessa grande momento e tem presença garantida em qualquer lista’’ da equipe. ‘‘Conheço a carreira dele e sei que atravessa uma das melhores fases de sua vida, se não a melhor. A média de gols é espetacular’’, afirmou.
Lopes confia que o atacante, de 34 anos, chegue à Copa de 2002 em boas condições físicas. ‘‘Acho que o Romário vai chegar facilmente à Copa. Ele não bebe, não fuma. Conheço ele bem, só toma Coca-Cola e se cuida.’’
Durante a era Luxemburgo, Romário, desafeto do ex-técnico, ficou fora da equipe quase todo o tempo. Ele atuou só uma vez em partidas oficiais, contra a Bolívia. Na ocasião, marcou 3 dos 5 gols brasileiros e deu fim ao jejum de gols do ataque do país na competição.
Lopes falou também da situação dos atacantes Ronaldo, da Inter, e Ronaldinho, do Grêmio, os quais definiu como ‘‘grandes jogadores’’.
‘‘Ronaldo está se recuperando bem do seu problema no joelho. Ele faz muita falta na seleção, o que pôde ser sentido nas eliminatórias e na Olimpíada. Ronaldinho é um talento, um jogador fabuloso, que pode fazer a diferença. O primeiro tem muita experiência, o outro ainda está amadurecendo.’’
O coordenador também fez elogios a Edmundo, com quem teve muito sucesso no Vasco. O atacante santista, atual desafeto de Romário, é visto como um dos melhores jogadores do futebol brasileiro por Lopes.
O novo homem-forte da CBF confirmou a presença do ex-auxiliar e interino Candinho na próxima partida da seleção, no dia 15 de novembro, contra a Colômbia, pelas eliminatórias sul-americanas da Copa do Mundo-2002.
Fora do campo – Na nova função na seleção, Antônio Lopes disse que não entrará em campo junto com o técnico. ‘‘Não vou botar o calção, não irei para o campo.’’ Lopes afirmou que essa nova oportunidade em sua carreira – iniciada há 20 anos, no Olaria – não é um desafio. ‘‘Não chega a ser um desafio. É uma função boa, de que eu gosto. Acho espetacular, mas não acho que tenha tantas dificuldades assim. A gente tem de superar as dificuldades quando elas aparecerem’’, afirmou Lopes.
O coordenador técnico evitou fazer críticas ao trabalho de Wanderley Luxemburgo, último técnico da seleção brasileira. Sobre a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do futebol brasileiro, que investigará irregularidades no esporte, Lopes disse – ao contrário do que defende o presidente da CBF, Ricardo Teixeira – que é a favor. ‘‘Sou a favor do que é bom para o Brasil. Se a CPI for boa para o Brasil, é importante’’, afirmou.

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