Valeu, Fofão! Obrigado por tudo! Talvez o mais simples dos agradecimentos sirva neste momento. Discreto como a levantadora prefere ser desde sempre em quadra, mesmo quando é protagonista. Mas que não diminui os grandes feitos de uma das maiores jogadoras de todos os tempos. Os mais de 25 anos de carreira tiveram um ponto final na Superliga com mais um título, o décimo da história do Rexona-Ades, ontem. Vitória sobre Molico/Osasco por 3 sets a 0.
Foi o último jogo oficial de Fofão no Brasil. Faltam agora a despedida internacional, no Mundial de Clubes, na Suíça, e a festa do adeus, no dia 24 do próximo mês, em São Caetano do Sul, como revelado pelo L!.
Ontem, Fofão fez seu ritual antes do primeiro saque do jogo. Momento de concentração, de pedir proteção. E sei lá mais que filme passou pela cabeça dela naquele instante. A partir dali era jogo valendo! Por mais que a emoção teimasse em aparecer com mais força em alguns momentos, a aposentadoria seria esquecida. Ela fez algumas jogadas espetaculares no meio de rede, aquelas que merecem estar no DVD dos melhores lances da carreira. Chegou até ter um "dois toques" pelo árbitro Paulo Beal. Um pecado para quem toca a bola com o coração, como definiu Zé Roberto Guimarães. E, quando ela chegou a contestar com ele o lance, eu, se fosse o juiz, teria pedido desculpas pela marcação.
Fofão à parte, a final na Arena HSBC não encheu os olhos. Tecnicamente deixou a desejar, levando em consideração o quilate das jogadoras que estavam dois dois lados. O Molico, principalmente, não teve o brilho das selecionáveis Dani Lins, Thaisa e Camila Brait.
Mas Fofão não tinha nada a ver com a atuação de suas ex-companheiras. Nos últimos pontos, a emoção ficou clara no seu rosto. Os abraços na comemoração dos pontos já eram mais calorosos. Depois do ponto final, ela procurou o marido e a mãe, além dos demais familiares que estavam na Arena. Era a hora de extravasar ao estilo Fofão. Foi jogada para o alto pelas companheiras e muito aplaudida ao receber o prêmio de melhor jogadora da final. Faltava ainda levantar o troféu. Ganhou uma forcinha da líbero Fabi, a primeira jogadora que abraçou Fofão, em Pequim, após a inesquecível conquista olímpica. Sete anos depois, mas um momento inesquecível.

Imagem ilustrativa da imagem É DEZ - VALEU DEMAIS, FOFÃO!
Imagem ilustrativa da imagem É DEZ - VALEU DEMAIS, FOFÃO!
mockup