O Vasco suportou a pressão do Palmeiras e conseguiu, ontem à noite, seu terceiro título brasileiro, ao empatar por 0 a 0, no Maracanã. O time conquistou os campeonatos de 1974 e 1989. Chorando, Edmundo, que se despediu do time, foi carregado nos ombros por torcedores.
O Vasco mostrou estar melhor estruturado que o Palmeiras para a conquista do título já no início do jogo. Favorecido pelo empate, esperou que o adversário tomasse a iniciativa e ficasse vulnerável ao contra-ataque. Com esse esquema, o Palmeiras enfrentou o mesmo problema do domingo passado, quando a marcação rigorosa obrigou o time a tentar o chute apenas fora da área. Com isso, o atacante Evair revelou-se como principal jogador, o único a atuar avançado, foi responsável por um chute aol gol, rebatido por Velloso, logo no primeiro minuto da partida. Em seguida, no momento em que o Palmeiras cobrava seu primeiro escanteio, Evair voltou até sua área, reforçando a marcação.
O Palmeiras reagia com um jogo cadenciado, mas buscando a rápida troca de passes. O comando ficou com o meia Zinho, responsável pela movimentação necessária, inclusive no incentivo aos outros jogadores. Foi Zinho quem deu o primeiro chute ao gol do Palmeiras, aos nove minutos. Como Viola não conseguiu fugir da marcação, Zinho não só articulava as jogadas, como também tentava o gol. Aos 21 minutos, o meia tentou encobrir o goleiro Carlos Germano, mas a bola foi para fora.
‘‘Era preciso que o time fosse mais arrojado e avançasse mais’’, comentou Zinho, no intervalo. Os gritos do jogador surtiram efeito: aos 29 minutos, lançado por Zinho, Alex avançou e, dentro da área, mirou o canto direito de Germano. A bola continuou não entrando. Mais dois minutos, foi a vez de Viola chutar para fora.
A tática de jogar no contra-ataque, porém, não deixava o Vasco como mero espectador. Aos 38 minutos, Edmundo participou do lance mais empolgante do primeiro tempo: o atacante cobrou falta, Velloso tocou, com a ponta dos dedos, na bola, que rebateu no travessão.
Nos 45 minutos finais, o Palmeiras não teve outra opção: avançou o meio-de-campo, além de revezar a descida dos zagueiros. Com isso, logo aos dez segundos, Zinho lançou Alex, que chutou forte. Aos cinco minutos, foi a vez de Galeano chutar, de fora da área, para a rebatida de Carlos Germano.
Com a defesa desguarnecida, o Palmeiras corria o risco do contra-ataque. Aos 11 minutos, Pimentel puxou Ramón dentro da área, mas o árbitro Sidrack Marinho dos Santos não marcou pênalti. Foi o início de uma sequência de jogadas ofensivas do Vasco. Aos 14, Evair foi vencido por Cléber na marcação. Aos 15, Edmundo chutou, a bola passou por Velloso mas, antes de entrar no gol, foi rebatida por Cléber. No minuto seguinte, novamente Edmundo: em drible rápido, passou por Cléber e Roque Júnior e dividiu com Velloso.
O Palmeiras respondeu aos 21 minutos, quando Júnior chutou e Germano defendeu. Aos 22, foi a vez de Marquinhos, obrigando novamente o goleiro vascaíno a defender. Na briga pelo lance, Viola recebeu uma cotovelada de Nasa, próximo do olho direito. Medicado, o jogador logo voltou, mas não suportou: desmaiado, deixou o campo na maca. Até as 21 horas de ontem, um boletim médico indicava que o atacante do Palmeiras sofreu um traumatismo facial. Segundo o médico Francisco Fauri, Viola seria submetido a uma tomografia computadorizada e o resultado do exame seria analisado por um neurologista. O atacante não chegou a perder os sentidos após o incidente.
Desesperado, o time tentou ainda a vitória com uma cabeçada de Oséas, novamente defendida por Carlos Germano. No final, cerca de 90 mil pessoas fizeram a festa no MaracanãFICHA TÉCNICA

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