É BRONZE! - Giro para frente
PUBLICAÇÃO
domingo, 21 de agosto de 2016
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 

A medalha de bronze do lutador de taekwondo Maicon de Andrade Siqueira, na noite do último sábado nos Jogos Olímpicos do Rio, deve atrair novos atletas à modalidade, o que aumenta a importância do incentivo financeiro para não desperdiçar o bom momento. Para o analista tático da seleção brasileira no Rio-2016, Fernando Madureira, de Londrina, a geração atual ainda é nova, tem mais dois ciclos olímpicos pela frente e pode chegar no auge a Tóquio-2020, desde que conte ao menos com o mesmo apoio dos últimos quatro anos.
O treinador afirma que o grupo atual chegou ao Rio tarimbado até para conseguir mais pódios. "Acreditávamos que seria até melhor, porque na Olimpíada o volume de lutas é menor e o nível dos atletas é mais parelho do que nos mundiais", diz. "Na próxima, eles devem chegar no auge, inclusive os reservas", completa.
O próprio Maicon, que derrotou o britânico Mahama Cho, de virada, por 5 a 4, na luta que valeu o pódio, poderia ter brigado pelo ouro, na opinião de Madureira. Na 31ª colocação no ranking mundial da categoria mais de 80 kg, subir ao pódio pode parecer uma surpresa, mas não para o analista tático. "Na verdade, ele não teve dinheiro para viajar para os opens de taekwondo e foi apenas para os mundiais, então não tem uma pontuação alta. Se tivesse mais bagagem, talvez poderia ter ido até melhor", diz. Mesmo assim, o atleta teve um bom controle emocional para virar duas lutas, incluindo a última, que perdia por 3 a 1.
Técnico de Natalia Falavigna quando ela conseguiu a única outra medalha do País na modalidade, o bronze em Pequim-2008, e de Diogo Silva no quarto lugar em Londres-2012, Madureira afirma que o apoio financeiro foi bom para o ciclo encerrado no Rio, apesar de ter diminuído desde meados de 2015. "Tivemos uma redução no valor que vinha da Petrobras porque a empresa está em crise, mas disseram que vai melhorar quando a empresa se estabilizar", conta.
Para os próximos ciclos, Madureira prefere mostrar otimismo e agradece o apoio que a modalidade recebeu. "Temos de agradecer à Confederação Brasileira de Taekwondo, ao Comitê Olímpico, e esperar que só melhore daqui para frente", diz. "Temos uma geração nova, com medalha, e precisamos fazer o nosso trabalho interno, com os atletas na base", encerra.


