Com aprovação da Câmara de Vereadores e dentro das possibilidades da Prefeitura, sem infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal, o ''Estádio José Eleutério da Silva'' estará em condições para os jogos da Sociedade Esportiva Platinense pela 2. Divisão este ano, disse o secretário de Esportes, Jaime Sacco. ''A paixão do platinense é o futebol e estamos acertando tudo'', resumiu a determinação da prefeita, Maria Ana Guimarães Pombo, em apoio à volta do clube após três anos (de 2008 a 2010) sem poder jogar por falta de dinheiro, embora estivesse credenciado para a Divisão.
Segundo ainda o secretário, houve uma disputa judicial envolvendo duas partes que se declaravam com direitos sobre a Platinense e só depois de uma sentença, favorável à diretora presidida por Edenilson Vicente Franco, o ''Edenilson Pateta'', o Município concordou em participar. Por sua vez, Edenilson diz que, ao procurar o Município, o clube já tinha o respaldo do ''grupo Know-How Brasil'', para a manutenção do time profissional, que será transferido do time de Campo Mourão para a Platinense. ''Foi uma benção de Deus'', refere-se Edenilson ao parceiro, que considera sério e eficiente, embora não seja do ramo futebolístico especificamente.
O estádio à disposição da Platinense foi construído na década de 50, desde quando o clube tem oscilado entre as divisões. ''Em 1990, derrubamos o União Bandeirante para a segunda divisão'', não esquece o ex-dirigente João Rodolfo Brock, há 35 anos em Santo Antônio da Platina, atualmente dedicado ao futebol infantil na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB).
Procedente de Santo André (SP), agrimensor, Brock ficou na Platinense de 1986 a 1991, tendo sido inclusive diretor de futebol. A seu ver o Norte do Paraná pode voltar a ter profissionalismo estável, desde que se opte pela racionalização, que acha possível com um campeonato regional, que não impeça o vencedor de disputar o título estadual. Na verdade, ele se refere a uma fórmula testada no passado.
As distâncias entre as cidades, que são curtas e por si eliminam as estadias, constituem um dos fatores, segundo Brock. ''Pega de Londrina para cá, a gente teria o bate e volta.'' Com a experiência de quem administrou despesas na Platinense, ele acredita que o profissional poderia ser expressivo mesmo na segunda divisão, com jogadores menos caros. ''Sem dinheiro, hoje não se toca futebol; se fizéssemos a Liga do Norte, não teríamos tantas despesas'', conclui Brock. (W.S.)

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