O Brasil foi campeão olímpico em 1992, em Barcelona. Dois anos mais tarde, conquistou o título da Liga Mundial. Para possuir um dos currículos mais completos da história do vôlei masculino, falta ao País vencer o Campeonato Mundial. É com esse objetivo e muito moral e entusiasmo que o time de Maurício, Giba, Gustavo, Douglas, Nalbert e Max inicia amanhã, no Japão, uma maratona de 12 jogos em 15 dias, capaz de dar à nação um título inédito.
A Sportv (TV a cabo) transmite ao vivo, a partir da 7h30, a estréia do Brasil contra a Grécia, na cidade de Kawasaki, próxima a Tóquio. O jogador mais experiente do grupo, o levantador Maurício (este é o seu terceiro Mundial), acredita na seleção: ‘‘Vamos ser campeões.’’ E explica: ‘‘Esse time tem a química certa, ou seja, ambição e tranquilidade.’’
Do alto de seus 339 jogos pelo Brasil, Maurício é o único remanescente da geração de ouro na Espanha. Mais prudente, o técnico Radamés Lattari diz acreditar na sua equipe, mas destaca que o objetivo principal do seu trabalho não é o Mundial. ‘‘Queremos vencê-lo, claro, mas essa competição é apenas uma fase da nossa preparação para a Olimpíada de Sidney.’’
A seleção de Lattari desembarcou no Japão com o título da Copa América na bagagem, conquistado mês passado na Argentina. Antes de chegar em Osaka para iniciar a adaptação ao Japão, realizou dois amistosos contra os Estados Unidos, em Los Angeles. Perdeu os dois, mas por 3 a 2. ‘‘Jogar dez sets naquele estágio do nosso preparo foi o melhor que poderia nos acontecer’’, argumenta o técnico.
A seleção está no grupo E do Mundial, com a Grécia, Bulgária e Argélia. Para o ex-atacante Tande, campeão em Barcelona, o time de Lattari apresenta pontos até mais fortes que a formação que chegou ao ouro em 92: ‘‘Acredito que o Gustavo e o Douglas formam um meio de rede mais eficiente que o do meu tempo, quando era composto por Carlão e Negrão’’. Mas ele destaca também algumas deficiências na atual equipe, se comparada com a sua. ‘‘Nossa ponta de rede, com Giovani e Carlão, era mais efetiva que a de Giba e Nalbert.’’ No total, o campeonato, que vai até dia 29, tem a participação de 24 países, divididos em seis grupos de quatro.
Classificam-se para a fase seguinte os dois primeiros de cada grupo e os quatro melhores terceiros colocados. As 16 equipes selecionadas serão divididas em dois grupos de oito. Dentro de cada um, todos jogam contra todos. Os dois primeiros de cada grupo passam para as semifinais, obedecendo a ordem cruzada para as partidas: o primeiro de um contra o segundo do outro e vice-versa. Os vencedores disputam a final no Estádio Nacional Yoyogi, em Tóquio, dia 29, enquanto os perdedores lutam pelo terceiro lugar no mesmo dia, no Ginásio Metropolitano da capital japonesa. Itália, bicampeã do mundo, Holanda, campeã em Atlanta, Rússia, Cuba e Brasil são os favoritos ao título da competição.

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