Duque cai com pior campanha da história
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Nelson Barros Neto <br> Folhapress 
São Paulo - O que era só questão de tempo se confirmou na noite de terça-feira, em Juazeiro do Norte, terra de Padre Cícero, no interior do Ceará. Após levar 4 a 2 do Icasa, que ainda colocou o campeão brasileiro de 1978 Guarani na zona de rebaixamento, o Duque de Caxias foi matematicamente rebaixado na Série B do Brasileiro, ainda faltando sete rodadas para o fim do torneio.
Dos 93 pontos disputados, o time do Rio conquistou apenas 15. A campanha com 16% de aproveitamento é a pior da história da segunda divisão nacional desde 2006, primeira edição com o atual formato de 20 participantes em jogos de ida e volta.
No geral, o ''feito'' só não supera o do América-RN na Série A-2007, quando a equipe não passou de 17 dos 114 pontos possíveis após as 38 rodadas.
O clube, que no dia 6 de setembro empatou com o vice-lanterna Salgueiro-PE diante de 53 pagantes e uma renda de R$ 210 em Volta Redonda-RJ, diz não entender o motivo de um desempenho tão desatroso na atual temporada. Em 2009 e 2010, manteve-se sem maiores sofrimentos na Série B.
Segundo Alan de Paula, gerente de futebol do clube, os salários estão em dia e a estrutura oferecida é melhor do que a da maioria dos concorrentes no campeonato. O time treina de aluguel no organizado CT do Tigres do Brasil, em Xerém, mesmo local onde fica a divisão de base do Fluminense.
Mas de aluguel também é o próprio elenco, formado por nomes rodados no futebol carioca como o meia Abedi (ex-Vasco) e o zagueiro Luiz Alberto (ex-Fluminense), além de recém-saídos das divisões de base dos quatro grandes da capital. ''A gente acaba pegando jogadores que interessa a eles nos emprestar e nos interessa ter no grupo'', explica o gerente.
A principal ''ajuda'', contudo, vem de um grupo de investimentos que tem os direitos econômicos do Boavista-RJ, colega de Campeonato Estadual, e que aproveita o Duque de Caxias para manter seus atletas em atividade ao longo do ano. ''Se eu te falar que o Duque de Caxias hoje é independente e autossuficiente, não é. Mas, sem o grupo de empresários, seria ainda mais difícil'', declara Alan de Paula.
Questionado se não teria sido melhor evoluir o clube antes de já disputar um acesso à elite do futebol brasileiro, o cartola rebate e tenta falar no futuro. ''Não posso dizer que chegar até aqui foi ruim, não. Depois de três anos na Série B, o Duque de Caxias é reconhecido nacionalmente. Você perde dinheiro. Recebemos uma ''merrequinha' da CBF... Mas a mídia espontânea é muito boa. Tenho certeza que a gente agora já tem o know-how e uma rede de relacionamentos para voltar''.


