Dupla teve 'pegas' decisivos
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segunda-feira, 14 de agosto de 2000
De Curitiba 
Além de terem jogado juntos no futebol de salão e hoje estarem no meio-de-campo da Seleção Brasileira, Alex e Ricardinho têm em comum outras coincidências. Na trajetória de suas carreiras, eles sempre estão se encontrando, muitas vezes para deixar a amizade de lado e se enfrentarem em momentos decisivos.
No futebol de campo, os confrontos começaram em Curitiba quando ambos já eram os destaques de seus respectivos times. Alex, no Coritiba, e Ricardinho, no Paraná Clube, disputaram algumas partidas em lados opostos entre 95 e 97.
Depois, o reencontro dos dois se deu em São Paulo, onde, por outra coincidência, foram conhecer de vez o estrelato. Novamente em arqui-rivais Alex no Palmeiras e Ricardinho no Corinthians , eles se enfrentaram em situações mais complicadas.
Duas delas ocorreram em edições seguidas da Taça Libertadores da América, a principal competição interclubes do continente. Em 99, nas quartas-de-final, os amigos se viram frente à frente decidindo quem continuaria na competição e acalentaria o sonho de chegar a Tóquio. Melhor para Alex, que continuou com o Palmeiras na competição até a conquista do título, contra o Deportivo Cali. Este ano, desta vez na semifinal, novamente Alex levou a melhor e despachou o amigo Ricardinho, no que foi batizado pela imprensa paulista de o jogo do século.
Se Alex levou a melhor na Libertadores, teve a pior em se tratando de Mundial. No final de novembro de 99, na disputa do Mundial Interclubes contra o Manchester United, o Palmeiras perdeu o título em Tóquio. Já Ricardinho, dois meses depois, na disputa do Mundial da Fifa, em São Paulo e no Rio de Janeiro, conseguiu o título pelo Corinthians, na final com o Vasco.
(Ed Carlos Rocha)


