São Paulo, 24 (AE) - Competindo juntos há 12 anos, Franco e Roberto Lopes desafiam uma tendência atual do vôlei de praia: a dissolução das parcerias para novas combinações. "Somos a dupla mais antiga do mundo em atividade initerrupta", conta Franco. "Nas poucas vezes em que atuamos separados, foi por causa de contusão", completa Lopes.
A parceria de sucesso, segundo os jogadores, tem seus segredos. "Antes de mais nada, é preciso ter muita paciência e respeito", diz Franco. Segundo os atletas, o principal motivo da separação das duplas são os problemas de relacionamento, que costumam aparecer com os resultados negativos. "Enquanto a rotina é de vitórias, os conflitos não existem", diz Franco. "Mas aparecem as derrotas, a tendência é você achar que o problema é o outro e é preciso ter autocrítica para que isso não aconteça."
Encontrar o parceiro ideal também é desafio. Franco lembra de casos de duplas formadas por bons jogadores, que não conseguiram resultados. "Isso acontece porque é importante conseguir a combinação ideal." Lopes deu um exemplo. "Preciso jogar com um bom bloqueador como parceiro, por ser este o meu fraco."
A dupla também encontrou um método para evitar o desgaste: os treinos físicos em separado. "Aprendemos isso em nossa passagem pelos Estados Unidos", conta Lopes. "Os jogadores treinam sozinhos e só se reúnem para jogar; como nosso entrosamento é bom, dá certo." A família também é importante: sempre que a dupla compete próximo de Fortaleza, cidade de origem de ambos, as mulheres e filhos vão juntos.
A dupla, 20.ª do ranking mundial, lamentou a falta de patrocínio em 1999, que fez com que ela trocasse as etapas do Circuito Mundial, seletivas para a Olimpíada, pelo Circuito Norte-Americano. "Mas, agora, que temos apoio da Ades, pretendemos fazer uma boa temporada no Brasil e nos Estados Unidos, para, no ano que vem, voltar a lutar pelas melhores posições do ranking mundial", diz Franco.

mockup