Curitiba - A dupla Raphael Berberi (Curitiba) e Arthur Borin (Maringá), 13 colocada no ranking brasileiro, quer ficar entre as dez melhores do país na próxima temporada e entrar definitivamente no circuito internacional em 2010. Para atingir esse objetivo, porém, os dois atletas devem permanecer em João Pessoa (PB) em 2009, local que reúne as maiores estrelas do vôlei brasileiro.
Raphael, 26 anos, tem 1,92 e era atacante de ponta nas equipes do Cocamar e Blumenau, clubes que defendeu antes de migrar para o vôlei de praia. Segundo ele, a segunda temporada da dupla, criada em 2006, serviu para aprimorar alguns detalhes que antes não eram observados dentro das quadras. ''É uma coisa diferente, com outra mobilidade e que pesa também o fator climático, pois enfrentamos ventos, sol, areia, além do piso exigir maior preparo''.
Além desses aspectos, Raphael também lembra o aspecto psicológico exigido em uma partida de duplas, pois, segundo ele, o atleta é mais exigido. ''Nós nos sentimos mais dentro do jogo, a responsabilidade é dividida e você participa de todos os pontos. Isso exige um grau maior de concentração'', afirmou.
Assim como em outros esportes fora do mundo do futebol, o vôlei de praia também carece de mais apoio. A dupla tenta agora, enquanto não se inicia o circuito nacional, composto por 12 etapas, captar recursos para a próxima temporada. ''O ideal seria termos um apoio de R$ 3 mil a R$ 5 mil mensais para que pudéssemos percorrer todas as etapas do circuito nacional. Isso poderia cobrir as viagens, hospedagem e treinos'', disse.
Apesar das dificuldades encontradas nesta temporada, no entanto, Raphael destacou que tudo aconteceu dentro do que estava planejado. ''Como iniciamos há pouco tempo, usamos o circuito feito no ano passado e agora como uma forma de ganharmos mais experiência, principalmente com outras duplas, algumas delas medalhistas e que nos auxiliaram muito'', concluiu o jogador.

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