Dupla liderou artilharia por quase uma década
Ele sai de Ribeirão do Pinhal, onde mora e tem negócios, e almoça na churrascaria de José Lessa, em Santo Antônio da Platina, acompanhado pela esposa, Íris. Mas o seu destino, em dias alternados, pode ser qualquer cidade do Norte Pioneiro, onde continua a ser uma das personalidades mais notáveis e com amigos por onde passa.
É Sebastião José Ferri, o Tião Abatiá, que formou nas décadas de 60 e 70, inicialmente no União Bandeirante e depois no Coritiba, a mais lembrada dupla de atacantes do futebol paranaense até hoje. ''Joguei uns oito anos. Pode ter havido melhor dupla, mas não em durabilidade. Comandamos a artilharia do paranaense'', recorda Abatiá.
Revezaram-se de 1968 a 1977 na liderança. Se um fosse o artilheiro, inevitavelmente o outro seria o vice e assim até quando separados, jogando em times diferentes. Atualmente Paquito mora em Cambará e ambos são compadres.
Nascido em Abatiá, razão do apelido, Sebastião recorda que começou a percorrer o Norte Pioneiro quando era adolescente, indo a Jacarezinho ser interno no famoso Colégio Cristo Rei. Terminado o ginásio e não havendo o Científico, mudou-se para Cambará, com a maior satisfação por saber que ingressaria no juvenil do Clube Atlético Cambaraense (CAC).
Foi a fase ''preliminar'' do futebolista, que chegaria ao União Bandeirante depois de concluir a Escola Técnica de Comércio e cursar dois anos de Educação Física em Assis. (W.S.)





