Dupla carrega esperança dos hermanos
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sexta-feira, 04 de julho de 2014
Agência Estado 
São Paulo - A história dos dois principais jogadores da Argentina se cruza no começo da carreira e depois toma caminhos diferentes. E ela vai da rivalidade ao sonho comum: levar seu país à primeira semifinal de Copa do Mundo depois de 24 anos, a primeira depois do fim da era Maradona.
Lionel Messi e Ángel Di María nasceram em Rosário, segunda maior cidade da Argentina, na província de Santa Fé. Messi começou no Newells Old Boys. Ele jogou apenas nas categorias de base, mas seu pai, Jorge Messi, jura que um dia o seu filho defenderá o clube vermelho e preto. O rival, o Rosario Central, é a paixão de Di María, sua casa dos 6 até os 19 anos, quando foi vendido ao Benfica. Messi é Barcelona. Di María é Real Madrid. Só a seleção os coloca lado a lado.
A trajetória de Messi é bem mais conhecida e virou um documentário, que estreou nesta semana. Foi para Barcelona aos 13 anos. O clube catalão decidiu levar o garoto e bancar um tratamento hormonal - ele tinha um problema que retardava o seu crescimento. A aposta deu certo. Messi se tornou o melhor jogador do mundo (ganhou o prêmio da Fifa quatro vezes) e é a esperança da Argentina para conquistar pela terceira vez uma Copa do Mundo.
Em Rosário, Messi deu os primeiros passos no clube Grandoli, um time do bairro La Tablada, na zona sul da cidade, onde será construído um museu. Di María é da zona norte da cidade. Começou a jogar futebol depois que um médico aconselhou sua mãe, Diana, a colocar o filho para praticar algum esporte. Di María, apelidado de El Fideo (macarrão, em espanhol), era uma criança muito agitada.
O Torito, um clube pequeno da cidade, foi a primeira equipe de Di María. Ele tinha apenas 4 anos. Aos seis, surgiu a chance de jogar no Rosario Central. E esta é uma outra história que hoje parece irreal. A "negociação" pelo garoto Di María envolveu 25 bolas. Até os 16 anos, ajudava o pai Miguel, carvoeiro. "Várias vezes ele chegava aos treinos com as mãos sujas de carvão e lenha. Às vezes, com algum corte", disse um dos treinadores nas categorias de base, o ex-jogador do Rosario, Marcelo Trivisonno, em entrevista ao site Canchallena, do jornal La Nación.
A partir do Rosario Central, no entanto, suas transferências envolveriam milhões. Do Rosario para o Benfica foram 6 milhões de euros. Do Benfica ao Real Madrid, a transação subiu para 25 milhões de euros. Depois da Copa, o Real Madri deve vendê-lo por 50 milhões de euros. Há pelo menos três clubes europeus interessados em contratá-lo após o Mundial.


