Dunga vive momento decisivo na seleção
PUBLICAÇÃO
domingo, 31 de agosto de 2008
Luiz Antônio Prosperi<br>Agência Estado 
São Paulo - Vanderlei Luxemburgo continua na liderança pela corrida ao cargo de técnico da seleção brasileira. O treinador do Palmeiras disputa a preferência de Ricardo Teixeira, presidente da CBF, com os candidatos Muricy Ramalho e Paulo Autuori. Enquanto isso, Dunga, atual comandante do time, terá uma semana decisiva, a partir de amanhã, quando começa os treinos na Granja Comary (RJ), para sustentar seu emprego.
A decisão de trocar o comando da seleção é uma exclusividade de Ricardo Teixeira. O dirigente, porém, não toma a decisão sem antes consultar seus assessores mais próximos e até institutos de pesquisas. As sondagens a que o presidente da CBF teve acesso desde a derrota do Brasil para a Argentina, nas semifinais da Olimpíada de Pequim, apontam Luxemburgo na frente da preferência popular.
Dentro do Palmeiras, alguns dirigentes já dão como certa a saída do treinador, que ficaria no clube até o final do ano acumulando o cargo no time e na seleção brasileira. Até dezembro, o Brasil terá apenas dois jogos oficiais: contra Venezuela e Colômbia, em outubro, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. Assim, não seria complicado Luxemburgo conciliar as duas funções.
Dunga, sempre que pode, faz questão de afirmar que há uma campanha no ar pela sua queda. Disse que a derrota na semifinal da Olimpíada só fez aumentar a pressão para a sua saída. E essa situação pode ficar insuportável no caso de uma derrota do Brasil para o Chile, no próximo domingo, em Santiago, pelas Eliminatórias do Mundial de 2010.
O treinador, porém, tem claro na sua cabeça que uma vitória contra a seleção chilena e uma goleada para cima da Bolívia, no dia 10 de setembro, no Engenhão, no Rio, também pelas Eliminatórias, poderão adiar a sua degola. Seria um antídoto aos que exigem a sua saída imediata da seleção.
Ricardo Teixeira torce muito por duas vitórias do Brasil nestes próximos dois jogos. Resultados que melhorariam a posição do Brasil na tabela de classificação dos Eliminatórias - hoje é o 5º colocado - e ainda dariam ao dirigente tranquilidade para decidir o futuro da seleção.
As vitórias sobre Chile e Bolívia não pressionariam o presidente da CBF a demitir Dunga já na quinta-feira, dia 11 de setembro. Dariam ainda a Ricardo Teixeira a chance de lançar as candidaturas de Muricy Ramalho e Paulo Autuori, dois treinadores de ótimo currículo e bem recomendados nos bastidores da entidade. Mas, antes deles, a preferência ainda é por Luxemburgo numa eventual troca de comando da seleção.


