Dunga recorre a base de 2006 para se salvar
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sábado, 11 de outubro de 2008
Agência Estado 
San Cristóbal - Dunga conta com Kaká, Robinho e Adriano para encerrar a má fase da seleção brasileira nas Eliminatórias para a Copa de 2010. Só que ao olhar a escalação da seleção que entra em campo para enfrentar a Venezuela hoje, às 17 horas (de Brasília), em San Cristóbal, fica difícil não se lembrar do Mundial de 2006. Depois de iniciar uma reformulação após a derrota para a França nas quartas-de-final da Copa na Alemanha, o técnico Dunga -que assumiu no lugar de Carlos Alberto Parreira - acabou tendo que recorrer, pouco mais de dois anos depois, a mais da metade daquele time para sair da crise.
Tudo isso para evitar o sufoco que começou a se tornar a classificação para a África do Sul. Depois de oito rodadas, o Brasil até começou a jornada deste fim de semana bem colocado, na segunda posição. Só que estava bem atrás do líder Paraguai e embolado com Argentina, Chile, Uruguai e Colômbia. Se tropeçar frente aos venezuelanos e aos colombianos, adversários da próxima quarta-feira, no Maracanã, o ano de 2009 promete ser agitado para o torcedor brasileiro.
A grande esperança é o retorno de Kaká, que ficou mais praticamente um ano de fora do time por causa de uma cirurgia que fez no joelho esquerdo. Ele não joga desde a partida contra o Uruguai, em novembro de 2007, a suada vitória por 2 a 1 no Canadá.
Dos 11 que entram neste domingo em campo, seis eram figuras fundamentais na equipe de Carlos Alberto Parreira. Juan e Lúcio eram os zagueiros e Gilberto Silva se revezava na cabeça-de-área com Emerson, enquanto Kaká e Adriano eram parte importante do ''quadrado mágico'' e Robinho estava na reserva, mas era uma espécie de 12º jogador - e, em 2005, havia sido também titular na Copa das Confederações, quando o Brasil foi campeão goleando a Argentina na final.
''Houve renovação. As laterais mudaram, o goleiro é outro. No meio temos mudanças. O princípio da seleção é ter aqueles que estão melhores fisicamente, tecnicamente e taticamente no momento da convocação. É o que tentamos fazer'', explica o técnico Dunga.
Dos cinco ''novatos'' em campo hoje, quatro são realmente novidades, comparando com 2006: os laterais (Maicon e Kléber) pouco eram cogitados em 2006. Josué se destacava no São Paulo, mas perdeu a vaga para o companheiro de clube, Mineiro, e Elano estava sumido na Ucrânia. Júlio César era reserva de Dida e Rogério Ceni na Alemanha e pode até ser considerado um remanescente daquele equipe, apesar de não ser nem opção no banco de reservas - estava sendo preparado, segundo Parreira, para 2010.
''Aquele time não teve somente erros. Perdemos um jogo, mas em Copa do Mundo você enfrenta grandes rivais em jogos eliminatórios'', avalia Adriano.


