Dunga reassume comando da seleção
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terça-feira, 22 de julho de 2014
Marcio Dolzan e Sílvio Barsetti<br>Agência Estado 
Rio - Dunga está de volta à seleção brasileira. Ele foi confirmado oficialmente pela CBF, nesta terça-feira, como o novo técnico da equipe, em substituição a Luiz Felipe Scolari, que pediu demissão, o que foi prontamente aceito, após o vexame na Copa disputada em casa. Em sua segunda passagem pelo cargo, chega com o objetivo de levar o Brasil ao título mundial em 2018, na Rússia.
A escolha do substituto de Felipão foi feita em comum acordo entre o presidente da CBF, José Maria Marin, e o seu sucessor já eleito, Marco Polo del Nero, que assume o poder no começo do ano que vem. Recém-contratado como coordenador de seleções da entidade, Gilmar Rinaldi também participou da decisão sobre o novo técnico - ele e Dunga têm relação desde os tempos de jogador.
Carlos Caetano Bledorn Verri, mais conhecido como Dunga, tem 51 anos e um longo histórico com a seleção brasileira, recheado de fracassos e glórias. Como jogador, por exemplo, ficou marcado como símbolo da frustrante campanha na Copa de 1990, na Itália. Mas deu a volta por cima quatro anos depois e foi o capitão na conquista do tetracampeonato mundial nos Estados Unidos.
Em sua primeira experiência como técnico, Dunga já assumiu logo de cara o time do Brasil, numa decisão surpreendente do então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, depois da Copa de 2006. Na ocasião, ele chegava com a missão de resgatar a ordem na seleção brasileira, já que a campanha comandada por Carlos Alberto Parreira no Mundial de 2006 foi marcada pelo "oba-oba" no grupo.
Foram quatro anos de Dunga no comando da seleção, até a eliminação nas quartas de final da Copa de 2010, diante da Holanda, na África do Sul. Nesse período, a equipe disputou 60 jogos, com 42 vitórias, 12 empates e seis derrotas. O Brasil também conquistou os títulos da Copa América de 2007 e da Copa das Confederações de 2009, além de terminar as Eliminatórias na liderança.
Daquela vez, Dunga também comandou o Brasil na conquista da medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008, o que não vai se repetir agora - o time para a Olimpíada do Rio, em 2016, ficará sob a responsabilidade de Alexandre Gallo, que também é o coordenador das seleções de base da CBF. O trabalho do treinador, portanto, ficará restrito à equipe principal.
Desde que deixou a seleção em 2010, Dunga teve apenas outra experiência como treinador. Foi no Inter, clube onde começou como jogador. Ficou 10 meses no cargo, no ano passado, tendo conquistado o título do Campeonato Gaúcho. Depois disso, contou ele, recebeu propostas, mas não aceitou nenhuma. Preferiu aprofundar seu conhecimento sobre futebol, com estudo e visitas a clubes.
No retorno à seleção, Dunga disse fazer parte do novo projeto da CBF, de valorizar as categorias de base em busca da renovação dos talentos do futebol brasileiro, mas também lembrou que está voltando por causa dos bons resultados que teve na primeira passagem. Por isso, estará concentrado na luta pelas vitórias, desde os primeiros amistosos até a disputa da Copa de 2018.
A reestreia de Dunga no comando da seleção já tem data marcada para acontecer: o amistoso contra a Colômbia, em 5 de setembro, em Miami, nos Estados Unidos - quatro dias depois, o Brasil enfrenta também o Equador, dessa vez em Nova Jersey (EUA). Ainda neste ano, mais dois jogos estão oficialmente programados, diante da Argentina, em outubro, e da Turquia, em novembro.



