Rio - Dunga já começou a definir a comissão técnica da seleção brasileira. A primeira decisão do novo treinador, na tarde de ontem, foi manter alguns integrantes do grupo que trabalhou com Carlos Alberto Parreira na Copa do Mundo da Alemanha. Assim, o preparador de goleiros Wendell Ramalho e todos os membros do departamento médico serão mantidos em seus cargos.
Wendel esteve na tarde de ontem na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio, para conversar com Dunga e acertou sua permanência. Ele, inclusive, entregou um relatório ao novo treinador para contar como foi o trabalho dos três goleiros que defenderam o Brasil na Copa da Alemanha: Dida, Rogério Ceni e Júlio César.
Outro que conversou com Dunga ontem, na CBF, foi o médico José Luís Runco, que comandou o departamento médico da seleção nos últimos anos. Ele também irá ficar na nova comissão técnica, ao lado de toda sua equipe: os médicos Rodrigo Lasmar e Serafim Borges e os fisioterapeutas Luiz Alberto Rosan e Odir Souza.
Ainda ontem, em reunião com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, Dunga deve decidir o futuro dos outros integrantes da comissão técnica: os preparadores físicos Moraci Sant'Anna e Paulo Paixão e o coordenador Zagallo. Sobre o supervisor Américo Faria, a tendência é que ele continue no cargo.
O primeiro teste de Dunga no comando da seleção será no dia 16 de agosto, quando o Brasil faz amistoso contra a Noruega, em Oslo. Por isso, o novo treinador deve convocar o time nos próximos dias.
Aprovado A escolha de Dunga para dirigir a seleção brasileira foi bem recebida por quem jogou com ele. E seus ex-companheiros acham que sua vibração e sua capacidade de liderança serão muito úteis neste momento em que o Brasil ainda digere o fracasso na Alemanha.
O atacante Ronaldo, que atuou ao lado de Dunga em duas oportunidades, nos mundiais de 94 e 98, e tem boas recordações do colega. ''Joguei com o Dunga em 94, na minha primeira Copa do Mundo, nos Estados Unidos, depois em 98, na França. Aprendi muito com o Dunga capitão, uma pessoa decidida, um vencedor que superou duras críticas e acabou se tornando um ícone de garra e determinação. Ele sempre soube comandar a seleção de dentro do campo com liderança, e agora, como treinador, torço para que ele obtenha o mesmo êxito.''
O ex-centroavante Careca, que jogou os Mundiais de 1986 e 1990, também aprovou a escolha da CBF. ''Acho que o Dunga é o comandante perfeito para a seleção agora e não vejo nada de absurdo em sua escolha'', disse Careca, que está em Miami. ''Ele é um cara de personalidade forte e que não vai ter medo de afastar ninguém se for preciso.''
Já Emerson Leão, técnico da seleção em 2001, discordou da indicação. ''Não quero fazer nenhum comentário. Só posso dizer uma coisa a respeito deste assunto. Estou perplexo. Prefiro ficar silencioso'', afirmou. Leão dirigiu Dunga no Internacional, em 1999, e chegou a colocá-lo no banco de reservas.

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