Dunga exalta postura de Neymar
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quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Gonçalo Junior<br>Agência Estado 
Nova Jersey, Estados Unidos - Antes de iniciar efetivamente o seu novo trabalho no comando da seleção brasileira, o técnico Dunga chegou a dizer que Neymar ainda não poderia ser chamado de "craque" por não contar com o "carimbo" de campeão mundial. Nem por isso, porém, ele deixa de reconhecer e apostar no talento do astro do Barcelona, tanto que lhe deu a braçadeira de capitão para os amistosos com Colômbia e Equador e exaltou o desempenho do atacante após os triunfos por 1 a 0 nos dois jogos disputados nos Estados Unidos.
"É altamente competitivo, quer vencer. Quando você comanda uma equipe ou o setor de um trabalho, precisa identificar em cada indivíduo a forma dele ser. Para alguns, quanto mais você colocar desafios, mais ele responde", afirmou Dunga, deixando claro que definir Neymar como seu capitão foi uma forma de dar mais responsabilidade e estímulo ao atacante.
Satisfeito com o desempenho do jovem atacante de 22 anos, Dunga lembrou que Neymar está longe do seu ápice, pois se recuperou recentemente de uma fratura na terceira vértebra lombar e está apenas no início da temporada no Barcelona, mas mesmo assim se saiu bem nos amistosos. "Ele veio de pré-temporada, tinha se machucado e conseguiu jogar em várias posições", destacou.
Após brilhar no amistoso contra a Colômbia na última sexta-feira, com um golaço de falta, Neymar perdeu chances claras diante do Equador, na terça, em Nova Jersey, mas voltou a ter participação decisiva no triunfo ao dar o passe para o gol marcado por Willian. Por isso, ele próprio fez um balanço positivo deste começo de trabalho com Dunga. "O saldo é muito bom, muito positivo. São dois jogos difíceis, e que a gente acabou vencendo. Estamos felizes pelos resultados", contou o garoto.
Neymar também comentou sobre a incrível chance de gol que ele perdeu no segundo tempo da vitória sobre o Equador, ao chutar no travessão já dentro da pequena área, sem goleiro na frente. "A bola veio um pouco forte, porque tinha que vir forte mesmo. Ela acabou saindo um pouco de direção, eu só coloquei o pé para ela bater, mas ela acabou subindo. Fazer o quê? Faz parte", desdenhou.
Para ele, o gramado do Estádio MetLife prejudicou a seleção. Utilizado para partidas de futebol americano, com grama sintética, o piso recebeu uma cobertura de grama natural, o que diminuiu a velocidade da bola. "O campo deixou a desejar. No nosso modo de ver foi horrível, mas a gente tem que jogar, faz parte", concluiu Neymar.


