Rio - A seleção brasileira se apresenta amanhã para os últimos dois jogos do ano pelas Eliminatórias Sul-Americanas da Copa de 2010, e o técnico Dunga sabe que novos resultados ruins podem voltar a tumultuar o ambiente e colocar seu cargo em risco.
As partidas de setembro foram uma montanha-russa para Dunga. Depois da boa vitória por 3 a 0 sobre o Chile, em Santiago, a expectativa de uma goleada sobre a frágil Bolívia, no Engenhão, fez com que o técnico se animasse e desse como certa sua permanência à frente da seleção. Mas o empate por 0 a 0, numa noite em que nada deu certo e o povo gritou ''olé'' numa troca de passe dos bolivianos, acabou sendo uma ducha de água fria.
O cenário agora é de jogos complicados, tanto fora como dentro de casa. No domingo, dia 12, a seleção vai a San Cristóbal para enfrentar a Venezuela, que até outro dia era o grande saco de pancadas do futebol sul-americano. Mas o confronto, pela nona rodada das Eliminatórias, será o primeiro desde que a Venezuela derrotou o Brasil por 2 a 0, em Boston, no dia 6 de junho - a primeira vitória da Venezuela da história do confronto, que até então computava 17 vitórias brasileiras, e agora está 78 a 6 no número de gols marcados.
A Colômbia será o adversário seguinte, no Maracanã. Com 10 pontos, os colombianos estão em sexto e recebem antes os líderes paraguaios. Dependendo do resultado, a vitória no Rio pode ser fundamental para manter as chances de classificação para a Copa da África do Sul.

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