Dunga defende futebol de resultado
O desprezo de alguns jogadores e treinadores europeus, que excluem a seleção do bloco dos favoritos e consideram o futebol brasileiro decadente, é na realidade uma forma velada de se respeitar a tradição brasileira, segundo avaliação dos ex-jogadores que conquistaram o tetracampeonato. A arrogância adversária parece não incomodar os jogadores.
Esse negócio que o Brasil não é favorito é conversa mole. Assim que a nossa seleção entra em campo, os adversários tremem porque sabem que nossos jogadores podem desequilibrar o jogo, disparou o ex-volante Dunga, que não esconde sua preferência pelo futebol de resultado.
O goleiro Zetti, reserva de Taffarel em 94, pensa da mesma forma e acredita que esse desdém alardeado por europeus e sul-americanos (argentinos) pode ser uma arma a mais nas mãos do técnico Luiz Felipe Scolari. O técnico pode muito bem usar esse desprezo e motivar ainda mais os jogadores. No fundo, eles sabem que nossa seleção tem condições de vencer qualquer time. O Brasil é sempre favorito, independente de quem seja os adversário, avaliou.
Os campeões concordam, no entanto, que é necessário honrar a camisa amarela, que simboliza a paixão de mais de 150 milhões de torcedores de Norte a Sul do País. Quando um jogador representa o Brasil em uma Copa do Mundo dele é a seleção, disse o capitão do tetra. (G.G)





