Dunga comemora vitória e elogia Robinho
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domingo, 01 de junho de 2008
Agência Estado 
Seattle - A vitória sobre o Canadá foi suada (3 a 2), mas importante para a sequência do planejamento da seleção brasileira, na avaliação de Dunga. ''Quando a gente ganha, tem menos problemas'', disse o técnico. Para justificar a atuação irregular contra os canadenses, ele lembrou que a maioria de seus jogadores acaba de terminar a temporada na Europa e vinha de pelo menos uma semana de férias, até entrar em campo no sábado à noite. ''E agora vamos ter tempo para treinar e entrosar para os jogos das Eliminatórias'', disse Dunga, mantendo o foco nas partidas contra o Paraguai, dia 15, e Argentina, dia 18.
O técnico costuma se irritar facilmente nas entrevistas coletivas, mas, surpreendentemente, conseguiu manter a calma durante o bombardeio de perguntas sobre a atuação irregular do Brasil contra o Canadá. A torcida brasileira, que era ampla maioria entre os mais de 40 mil presentes no estádio de Seattle, chegou a temer pelo resultado. As estatísticas apontaram 11 chances de gol para o Canadá e 10 para o Brasil.
E até o técnico canadense, Dale Mitchell, surpreendeu-se com a facilidade que encontrou para criar chances de gol contra o time de Dunga. ''O estilo de jogo do Brasil normalmente deixa espaço para que o adversário crie oportunidades, mas nunca imaginei que teríamos tantas chances de gol'', disse Mitchell. ''Perdemos por 3 a 2, mas saí com a sensação de que poderíamos ter tido um resultado bem melhor, principalmente pelo que fizemos no segundo tempo.''
Dunga se defendeu. ''Todo adversário vem muito motivado para enfrentar o Brasil. Se a gente ganha, é resultado normal. Se os caras arrancam um empate, é resultado histórico pra eles.'' O técnico elogiou os jogadores que atenderam seu chamado para ficarem 22 dias longe de casa, servindo à Seleção. E, pela enésima vez, deu uma indireta que cairia muito bem em Kaká e Ronaldinho Gaúcho.
''Falei para meus jogadores que, já que eles estão aqui, em período em que eram para estar de férias com as famílias, é preciso aproveitar ao máximo esta chance, não pode perder tempo. E a melhor forma de fazer isso é estar motivado. Não adianta estar aqui e não estar feliz, não mostrar vontade de jogar pela seleção. Nossa família tem que ver nosso trabalho aqui e se sentir orgulhosa por nós. Todo mundo quer estar na seleção brasileira, mas estar aqui nesta situação e demonstrar esse espírito, são poucos que fazem.''
Sobre a atuação do time, Dunga disse que ''taticamente, é preciso ter mais aproximação entre defesa e ataque. O time tem de ficar mais compacto''. Ele deixou em aberto a possibilidade de mudar a escalação para o jogo contra a Venezuela, sexta-feira, em Boston. Não descartou até a utilização de Robinho mais recuado, atrás de uma dupla de atacantes, como aconteceu em parte do segundo tempo, com Adriano e Alexandre Pato na frente. ''É uma opção.''
O técnico não poupou elogios a Robinho. ''Ele sempre se apresenta com entusiasmo, motivado. Ele sabe da importância que tem para o Brasil. Ele representa a alegria do futebol brasileiro.'' Dunga não assistiu ao jogo do Paraguai contra a França - empate em 0 a 0 em Toulouse, no sábado. Mas disse que sabe o que é preciso fazer para ganhar dos paraguaios no Defensores Del Chaco, dia 15: parar CabaÀas.
O goleiro Julio Cesar não tentou inventar desculpas para o estranho gol que sofreu na partida contra o Canadá. ''Foi um erro de cálculo'', admitiu.
EM SEATLE
Brasil 3
Júlio César; Maicon (Daniel Alves), Juan, Lúcio (Luisão) e Gilberto; Mineiro, Josué, Júlio Baptista (Elano) e Diego (Alexandre Pato); Robinho (Rafael Sobis) e Luis Fabiano (Adriano). Técnico: Dunga.
Canadá 2
Onstad; Stalteri, Hastings, Serioux e Klukowski; Nakajima, Guzman (Nsaliwa), Hutchinson (Bernier) e De Rosario (Peters); Friend e Radzinski (Jong). Técnica: Dale Mitchell.
Árbitro: Kevin Stott (EUA)
Estádio: Qwest Field
Público: 47.052
Gols: Diego (4 do 1º), Friend (10 do 1º) e Luis Fabiano (45 do 1º); Guzman, ( 6 do 2º) e Robinho (18 do 2º)


