Dunga alfineta Luxa e diz não se sentir ameaçado
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segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Folhapress 
São Paulo - Em sua chegada ao Brasil após a conquista da medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim, o técnico da Seleção Brasileira de futebol, Dunga, alfinetou Vanderlei Luxemburgo, treinador do Palmeiras e possível candidato ao cargo no time nacional no futuro.
Dunga ironizou Luxemburgo ao lembrar da campanha da Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de Sydney-2000, quando o time foi eliminado nas quartas-de-final, sob o comando do atual técnico do Palmeiras. ''O Vanderlei (Luxemburgo) já esteve na Seleção, teve um ano para preparar a seleção olímpica e não trouxe uma medalha'', falou Dunga, que disse não se sentir ameaçado. ''De nenhuma forma (estou preocupado)''.
''Fizemos (em Pequim) o trabalho que tínhamos que fazer. Quem não trouxe uma medalha está mais chateado do que nós. Tivemos 15 dias (de preparação) e trabalhamos da melhor maneira possível. Muitos trabalham quatro ou cinco anos e não ficam entre os finalistas'', continuou. Dunga já vinha sendo pressionado antes mesmo do início da Olimpíada e passou a ser ainda mais cobrado depois da derrota para a Argentina por 3 a 0, nas semifinais dos Jogos.
A Seleção ocupa o quinto lugar na classificação das eliminatórias para a Copa do Mundo, posição que não asseguraria hoje uma vaga no próximo Mundial - vem de empate com a Argentina e derrota para o Paraguai nas eliminatórias. Se a competição acabasse hoje, a Seleção seria obrigada a disputar a repescagem para a Copa do Mundo com uma seleção da Concacaf, que agrega seleções das América do Norte e Central e Caribe.
Apesar disso, Dunga voltou a afirmar que tem o apoio do presidente da CBF, Ricardo Teixeira. ''Essa pergunta (se continua no cargo) tem que ser feita para o Ricardo Teixeira, e não pra mim. Cada um manda no seu clube, na sua entidade, e quem manda na CBF é o Ricardo Teixeira'', afirmou. ''Estamos tranqüilos e falamos todos os dias com o presidente. Ele falou para eu continuar o trabalho. E vou continuar'', finalizou. O Brasil enfrenta o Chile, no dia 7 de setembro, em Santiago, e depois a Bolívia, no dia 10, no Rio de Janeiro, pelas eliminatórias.


