Volta Redonda - Dunga declarou ontem que nunca pensou em deixar o cargo e admitiu a interferência do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, na convocação de Ronaldinho para Pequim. ''Em nenhum momento pensei em pedir demissão. Acredito no que estou fazendo'', disse o treinador, que citou o trabalho de antigos treinadores para justificar sua decisão. ''Não é a primeira vez que isso (as vaias da torcida) acontece. Já ocorreu com outros técnicos também'', afirmou ele.
Ao ser questionado sobre quem chamou o jogador do Barcelona, Dunga foi seco. ''A convocação foi da CBF'', confirmou o treinador gaúcho.
Mesmo assim, o técnico fez questão de dizer que a convocação de Ronaldinho estava nos seus planos. ''Nós já estamos conversando há mais de três meses esse assunto dentro da seleção, o que inclui o presidente. Estamos fazendo a mesma coisa que fizemos com o Robinho, quando ele era reserva do Real Madrid e o convocamos para recuperá-lo'', disse o técnico, que até o jogo contra a Argentina garantia que o atleta, para ser convocado, teria de jogar primeiro no seu clube para, depois, chegar à seleção. Ronaldinho está fora do Barcelona desde março. (Folhapress)

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