Heróis e covardes

Hoje não vamos destacar vários assuntos ou fazer referência a vários destaques do dia-a-dia desta Copa do Mundo. Para início de trabalho anotem a manchete do jornal ''Abemdzeitnng'', em sua edição de quinta-feira: ''Que pena! Para nós vocês são heróis!'' Essa manchete do jornal alemão diz tudo. O que se viu aqui, após o encerramento da partida entre Alemanha e Itália foi algo para marcar esta Copa do Mundo. As lágrimas vinham dos torcedores como um bálsamo para os atletas que permaneciam em campo, num choro sentido como que a pedir desculpas pelo insucesso. Foi emocionante.
A torcida cantando o hino alemão e depois músicas falando de amor, de compreensão e respeito. Enquanto os jogadores da Itália, talvez sem entender tudo aquilo, rapidamente, buscaram pelos vestiários, os vencidos eram apaudidos como heróis, aliás como a manchete do jornal que citamos acima.
Nós nunca tínhamos visto coisa igual. Hoje, ou ontem, como queira você, não encontraria como de fato não o foi, um único alemão entristecido pela derrota. Ao contrário, todos com quem falamos se mostraram orguhosos de seus atletas.
Foi um baita jogo. Maior, entretanto, foi a emoção sentida pela vibração do torcedor alemão, que vendo sua seleção sendo derrotada no campo de jogo, ofereceu-lhe seu respeito pela dedicação de todos.
Pena que não possamos dizer o mesmo de nossa seleção na derrota para a França, que ao apito final do árbitro correu para os vestiários, sequer se lembrando de um adeus ou quem sabe um muito obrigado.
Que pena. Para nós, brasileiros, não restou um único herói após a derrota. Bem ao contrário do jogo em que a Alemanha disse adeus à Copa.

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