Curitiba - Exatos 112 dias depois de iniciado, hoje chega ao fim o Paranaense 2007. Marcado por polêmicas que tiveram início já na definição das 16 equipes participantes, por longas batalhas judiciais e por uma série de jogos remarcados, o campeonato só engrenou nas fases finais. E a exemplo de 2006, termina com novo duelo entre capital e interior - no inusitado horário de 15h55 -, desta vez pendendo para o lado da equipe considerada pequena, que soube aproveitar seu mando de campo e venceu por 1 a 0 a primeira partida.
Quando a bola começar a rolar, na partida antecipada em cinco minutos para se encaixar na programação televisiva, Paraná e Paranavaí lutarão para impor uma das duas hegemonias em jogo. Tentando confirmar o posto de melhor equipe paranaense no momento - além de ser o atual campeão fez boa campanha no Brasileiro e chegou a Libertadores -, o Tricolor tem que vencer por dois gols de diferença não apenas para chegar ao bicampeonato (que seria o oitavo de sua história), mas para ganhar forças para reverter a desvantagem diante do Libertad na competição internacional. Tarefa que não será fácil, já que o clube venceu por mais de um gol de vantagem apenas 11 dos 33 jogos da temporada, um terço do total. Vitória por um gol de vantagem leva a decisão para os pênaltis.
Diante deste quadro, Zetti espera contar novamente com Vinícius Pacheco, que desfalcou o time nas últimas duas partidas em que o time perdeu. Com o atacante em campo, o treinador volta a adotar o estilo de jogo que considera ideal, tendo a velocidade e as tabelas rápidas como principais características. Até porque o Paraná mostrou pouca força ofensiva quando atuou com Lima e Josiel, insistindo em improdutivas jogadas aéreas.
Nas demais posições o time segue sem alterações e espera que Dinélson, Gérson e Josiel desencantem e voltem aos seus melhores dias. ''A decisão ainda está em nossas mãos. O problema é quando dependemos dos outros'', explicou o treinador, que mantém a confiança para reverter a vantagem do adversário.
Já o Paranavaí precisa apenas de um empate para chegar ao inédito título e seguir imbatível diante do Trio de Ferro. Somando cinco vitórias e três empates contra os clubes da capital, o Vermelhinho tenta manter o retrospecto favorável e levar o título para o interior depois de 14 anos de domínio curitibano. Sem precisar dividir a concentração entre duas competições e menos desgastado que o adversário, o ACP se blindou durante a semana para evitar que o elenco se contagiasse com a euforia da torcida.
Amauri Knevitz mais uma vez aposta na força de seu sistema defensivo, e na volta do artilheiro Edenilson, ausente da primeira final por uma tola expulsão na segunda partida diante do Coritiba. Derrotado apenas quatro vezes em 24 jogos no Estadual - em apenas uma delas, na goleada de 6 a 2 imposta pelo Londrina, por mais de um gol - é na defesa que estão as principais esperanças de chegar ao título. Mas o treinador tenta evitar que sua equipe jogue excessivamente recuada para não repetir o erro do segundo jogo da semifinal, em que escapou por pouco da desclassificação ao permitir a forte pressão do Coxa.


EM CURITIBA

Paraná Clube

Flávio; Léo Matos, Daniel Marques, Neguette e Egídio; Xaves, Beto, Gérson e Dinélson; Vinícius Pacheco (Lima) e Josiel. Técnico: Zetti

Paranavaí

Vanderlei; Rodrigo de Lazzari, Robenval e Diego Corrêa; Gilberto Flores, Márcio, Tales, Agnaldo e Roque; Tiago e Edenilson. Técnico: Amauri Knevitz

Árbitro: Evandro Rogério Roman
Estádio: Durival de Britto
Horário: 15h55

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