Duelo entre Messi e Kaká é o grande destaque do clássico
Rosário, Argentina - Lionel Andrés Messi deixou Rosário aos 13 anos, menino ainda. Hoje, aos 22, volta à terra natal homem feito e cheio de responsabilidade. Principal estrela da Argentina, ao entrar no gramado do estádio Gigante de Arroyito terá nas costas o peso de comandar sua seleção a uma vitória sobre o Brasil, que poderá ser salvadora nas Eliminatórias. Se cumpri-la, justificará o orgulho que seus compatriotas sentem por ele.
É uma responsabilidade e tanto para a estrela argentina, que planeja conseguir o que o principal astro brasileiro na atualidade, Kaká, já alcançou: ser o melhor jogador do mundo - Kaká foi eleito em 2007 e Messi, por tudo que tem feito com a camisa do Barcelona, é o favorito neste ano - e, acima de tudo, se firmar como craque de seleção, condição da qual o jogador do Real Madrid já desfruta há algum tempo.
Enquanto Kaká já se firmou a ponto de, ao analisar-se como jogador, definir-se como mais completo que Maradona - expressou sua opinião na última quinta-feira, de maneira sincera e não para fazer provocação -, Messi ainda está no estágio de lutar para ser o melhor jogador argentino pós-Maradona.
Messi está de fato sob grande pressão. Dele, muitos argentinos falam que amarela com a camisa da seleção. Precisa provar o contrário. Sobre seus ombros o técnico Diego Maradona claramente tem jogado a responsabilidade de tirar a Argentina da enrascada em que se encontra na caminhada para ir à Copa do Mundo da África do Sul. Só penso em ganhar do Brasil, seria a melhor coisa que poderia me acontecer agora.
Dentro de campo talvez seja. Fora, as coisas continuam bem. O Barcelona acaba de anunciar que Messi vai passar a ganhar 10 milhões de euros por temporada (cerca de R$ 30 milhões), o que fará dele o jogador mais bem pago do mundo. (A.E.)





