Monte Carlo - Mônaco espera por um duelo de titãs hoje, quando Michael Schumacher (Ferrari) e Kimi Raikkonen (McLaren-Mercedes), relegados a um segundo plano, tentarão arrebatar a vitória do espanhol Fernando Alonso (Renault) no sexto Grande Prêmio de Fórmula 1 da temporada, que tem como cenário as ruas do Principado de Mônaco. A prova começa às 9 horas (horário de Brasília), com transmissão ao vivo da Rede Globo.
Não se pode esquecer do italiano Jarno Trulli, que no volante de sua Renault R24 pôs fim no ano passado à série de cinco vitórias consecutivas de Michael Schumacher nesse tradicional e charmoso circuito, e que, neste ano, subiu três vezes no pódio com sua Toyota nas quatro últimas corridas.
Mas, ao que parece, as estrelas estão brilhando mais para Fernando Alonso e a Renault. ''O R25 é fácil de conduzir e muito previsível, o que o deixa como o carro ideal para este circuito'', disse Alonso. O espanhol chega ao Principado com uma ampla vantagem na classificação de pilotos (44 pontos), enquanto a Renault domina claramente o campeonato de construtores, como seus 58 pontos.
Ainda que a McLaren-Mercedes do finlandês Raikkonen tenha sido mais rápido no Grande Prêmio da Espanha, o piloto espanhol acredita que em Mônaco ''as forças estarão mais equilibradas''.
''Mônaco é uma prova que, sem dúvidas, todo mundo quer ganhar'', disse Raikkonen. O finlandês, consciente ''de que realmente é muito difícil ultrapassar nesse sinuoso traçado, o mais lento da temporada'', adverte que ''se pode tentar algo na freada (da curva) Mirabeau, se o carro da frente estiver mais lento ou cometer algum erro''.
''É um verdadeiro desafio correr nestas ruas estreita e evitar todas as barreiras de segurança com a velocidade que vamos'', confirma Michael Schumacher, cinco vezes vencedor em Mônaco.
Em Mônaco, sobretudo na curva Rascasse, na praça do Cassino, não pode faltar uma dose de sorte para evitar as ciladas que as 77 voltas aprontam e assim se impor em uma corrida que pode ser sintetizada na frase ''conduza rápido e não bata'', segundo o sete vezes campeão mundial.
O brasileiro Rubens Barrichello dificilmente terá a oportunidade de vencer pela primeira vez em Mônaco. Rubinho vem demonstrando muita insatisfação com o rendimento de sua Ferrari e, principalmente, dos pneus Bridgestone. ''Um dos nossos problemas é que nos tornamos rápidos quando já não serve mais, ou seja, a partir da metade da corrida'', explicou o brasileiro.
A Ferrari ocupa apenas a quinta colocação no Mundial de Construtores, com 18 pontos, diante de 40 da Renault, a líder. A escuderia de Maranello é campeã entre as equipes desde 1999 e Schumacher vence entre os pilotos desde 2000. São as mais extensas séries de títulos da história. Este ano, de uma hora para outra, tudo passou a andar para trás com a Ferrari.
Desde Ayrton Senna em 1991, só Michael Schumacher (1994), Mika Hakkinen (1998) e Jarno Trulli (2004) ganharam o GP de Mônaco saindo na pole position.

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