Duelo confronta colônias importantes do Paraná
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segunda-feira, 03 de julho de 2006
Fernando Rocha Faro<br>Reportagem Local 
Um confronto de duas seleções tradicionais, que juntas conquistaram seis Copas do Mundo, vai definir um dos finalistas do Mundial da Alemanha. De um lado, a dona da casa e seu já conhecido jogo baseado na aplicação tática e na disciplina. Do outro, a Itália, equipe que cresceu de produção durante a competição e que historicamente chega entre os primeiros na maior disputa do futebol.
O duelo também movimenta o Norte do Paraná, uma vez que as colônias alemã e italiana são duas das mais importantes da região. Além de serem escolas tradicionais no futebol, os países contam com torcidas apaixonadas pelo esporte.
É o caso do empresário Bruno Veronesi. Mesmo nascido no Brasil, ele se considera um pouco italiano. Afinal, os pais, a mulher e as filhas dele são italianos. Ele também morou por 16 anos na terra dos familiares e é um profundo conhecedor do futebol.
Com a eliminação da seleção brasileira, ele passou a torcer e apostar no tetracampeonato da Squadra Azzurra. E dá palpites sobre o placar dos dois jogos que podem dar o título à Itália: 2 a 1 contra a Alemanha, com gols de Luca Toni e Totti, e vitória sobre a França nos pênaltis. ''As críticas da imprensa relacionadas aos escândalos de arbitragem no Campeonato Italiano uniram ainda mais o time. A seleção italiana não tem jogadores excepcionais como o Brasil, mas tem a vantagem de não ter estrelismo no time'', analisou Veronesi.
Torcedor da Roma e do Santos, o empresário vê muitas diferenças de comportamento entre os torcedores brasileiros e italianos durante a Copa do Mundo. Segundo ele, mesmo com as reuniões de amigos e parentes para assistir aos jogos, o país não pára por causa da seleção.
''O italiano é antes de tudo um grande apaixonado e admirador do futebol brasileiro. Nunca torce contra o Brasil na Copa. O (ex-jogador Paulo Roberto) Falcão até hoje é admirado em Roma'', revelou. ''O torcedor é muito mais fanático pela Ferrari do que pela Squadra Azzurra'', comparou o ítalo-brasileiro.
Pessimista O piscicultor alemão Bernd Neukirchner, por outro lado, não se mostra otimista quanto ao destino da seleção do país dele. Natural de Hamburgo, ele acredita que o título fique entre Itália e França. ''Não estou otimista. Mas espero então que a Itália, que é um país do qual gosto muito e conheço de ponta a ponta, vença a Copa'', afirmou, ao lado do amigo Veronesi. E arrisca até o placar da final: 2 a 1 para os italianos sobre a seleção francesa.
Morando há 43 anos no Brasil, Neukirchner diz que observou que as bandeiras brasileiras que estavam em carros e casas em Rolândia já estão sendo trocadas pelas alemãs. ''A gente não via bandeira da Alemanha até domingo, agora elas já começam a aparecer'', relatou.
A única certeza é que, independentemente do resultado da semifinal, uma colônia importante do Paraná estará em festa após o apito final. E na expectativa para saber qual será o adversário na batalha em busca do tetracampeonato mundial.


